Dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa sobe com alívio externo e petróleo em alta

Dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa sobe com alívio externo e petróleo em alta
Mercado reage com apetite por risco, mas tensão no Oriente Médio segue no radar/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 18/03/2026 às 7:30

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro brasileiro teve mais um dia de recuperação nesta terça-feira (17), mesmo com a guerra no Oriente Médio ainda pressionando o petróleo. O dólar caiu pela segunda sessão seguida, fechou perto de R$ 5,20 e a Bolsa avançou, ainda que com perda de força no fim do pregão.

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O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,20, com recuo de R$ 0,029, uma queda de 0,57%. Ao longo da tarde, a cotação chegou a bater R$ 5,178, mas reduziu o ritmo de baixa nas horas finais de negociação.

Em dois dias, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,19%. No recorte de março, porém, ainda registra alta de 1,29%. O movimento refletiu uma melhora no humor global, com investidores voltando a buscar ativos de maior risco.

O real apareceu entre as moedas emergentes de melhor desempenho do dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense. A leitura do mercado é que, apesar das incertezas externas, houve espaço para uma correção depois da aversão ao risco registrada nos últimos dias.

Na Bolsa, o Ibovespa subiu 0,30% e terminou aos 180.409 pontos. O índice chegou a avançar mais ao longo da sessão, mas perdeu parte do fôlego com a piora do cenário doméstico, sobretudo após o surgimento de ameaças de paralisação de caminhoneiros por causa da alta do diesel.

Nos mercados internacionais, os índices de Nova York também fecharam no campo positivo, embora sem euforia. O ambiente foi marcado por cautela, mas com uma leitura menos defensiva do que a observada no início da semana.

Entre as ações de maior destaque, subiram os papéis das petroleiras, puxados pela valorização do petróleo Brent, referência internacional. O barril avançou 3,2% e fechou a US$ 103,42. Já as ações de bancos recuaram e limitaram um ganho maior do índice brasileiro.

Também ajudou o desempenho da Bolsa a entrada de capital estrangeiro, em um dia marcado pela valorização da Petrobras e pelos leilões de recompra de títulos públicos promovidos pelo Tesouro Nacional. O movimento do Tesouro foi lido como tentativa de reduzir a volatilidade no mercado de juros.

Os investidores também operaram de olho nas decisões de política monetária previstas para esta quarta-feira (18). A expectativa predominante é de manutenção dos juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve e de corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária, no Brasil.

No cenário internacional, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito no Oriente Médio pode ser breve ajudaram a aliviar parte da tensão nos mercados. Ainda assim, o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã continuou sustentando a alta do petróleo, que já acumula valorização superior a 40% desde o início da guerra.

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Mesmo com o alívio desta terça, o mercado segue exposto a uma combinação explosiva de guerra, energia cara e risco inflacionário. A tendência, segundo analistas, é de continuidade da volatilidade nos próximos dias, com investidores monitorando cada novo desdobramento do conflito e seus efeitos sobre juros, câmbio e preços. 

SÃO PAULO WEATHER