Direito Tributário: o ouro está onde a lei é mais difícil de entender

Priscila Spadinger*

Vou ser direta com você: durante anos, advogados escolheram suas especialidades pensando em paixão, em proposta de vida, em onde sentiam que poderiam contribuir mais. Pouquíssimos escolheram uma área pensando em potencial de inovação tecnológica. Eu entendo isso perfeitamente. Mas quero te convidar a olhar com outros olhos para uma realidade que já está acontecendo, e que ja está gerando retorno financeiro significativo para quem entendeu antes.
Não e uma promessa de futuro. E o presente, e está se desenrolando agora, especialmente em uma área que você provavelmente conhece muito bem: o direito tributário, fiscal e contábil.
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A equação que o mercado jurídico ainda não viu
Existe uma lógica simples que domina qualquer grande negócio de tecnologia: quanto mais complexo e o problema, maior o retorno financeiro para quem o simplifica. O Nubank não inventou o banco. Acabou com a burocracia dele. O iFood não criou o delivery. Eliminou a fricção. A lógica é sempre a mesma.
Agora me diz: qual área do direito brasileiro concentra mais complexidade, mais volume de normas, mais obrigações acessórias, mais variação de regimes, mais risco para o cliente? A resposta e fácil. O sistema tributário brasileiro e, segundo o próprio Banco Mundial, o mais complexo do planeta. Uma empresa de médio porte chega a gastar mais de 1.500 horas por ano apenas cumprindo obrigações fiscais. São mais de 5.000 normas tributarias editadas por ano. E isso sem contar a intersecção diária com o contábil, com o fiscal, com o societário.
Para o advogado, isso é demanda constante. Para o empreendedor de tecnologia que entende o problema de dentro, isso e uma das maiores oportunidades de negócio que o Brasil já gerou.
Conhecimento profundo vale mais do que qualquer algoritmo
Essa e uma crença que carrego desde que fundei a Aleve, em 2021, e que só ficou mais forte ao longo dos anos: a melhor legaltech não nasce de um programador que aprendeu direito superficialmente. Ela nasce de juristas que entenderam que o conhecimento deles tem valor exponencial quando encontra a tecnologia certa.
Qualquer desenvolvedor consegue criar um software. Mas nenhum desenvolvedor do mundo consegue mapear as nuances de um contencioso tributário complexo, entender o risco real de uma tese fiscal ou calibrar o impacto de uma mudança normativa sobre um cliente especifico. Esse conhecimento é raro, e é exatamente ele que transforma uma ferramenta em produto de valor real.
Não é por acaso que a Aleve nasceu para criar soluções de inovação e tecnologia para a área do Direito, via LegalTechs. Ela surgiu da inquietação de quem via dores reais no mercado todo dia e entendeu que tecnologia era a forma mais escalável de resolver essas dores. Hoje, com mais de 15 legaltechs no portfólio, valuation consolidado de quase R$ 200 milhões e mais de 100 investidores, a Aleve se consolida como a única Venture Builder dedicada exclusivamente ao setor jurídico no Brasil. E o que nos move é justamente essa intersecção: domínio jurídico profundo encontrando inovação.
Porque tributário, fiscal e contábil são o epicentro
Toda área do direito tem seu potencial de inovação. Trabalhista, ambiental, imobiliário, previdenciário, todos têm dores reais esperando por soluções. Mas o tributário, especificamente, reúne quatro características que o colocam em posição única:
Volume e recorrência: todo CNPJ ativo no Brasil gera obrigações tributarias todos os meses, sem exceção. Não existe cliente tributário que um dia vai parar de precisar de suporte.
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Padrão ocultado na complexidade: por trás do caos normativo existem estruturas logicas e repetitiva. E exatamente esse tipo de estrutura que algoritmos e IA conseguem aprender e processar com velocidade que nenhum time humano consegue acompanhar.
Impacto direto no resultado do cliente: uma solução que reduz risco fiscal, identifica crédito tributário ou acelera o compliance gera economia mensurável. O cliente vê o valor claramente, o que torna a venda mais fácil e a retenção mais natural.
Intersecção com o contábil e o fiscal: não e possível tratar tributário de forma isolada. Quem domina essa intersecção e capaz de construir soluções verdadeiramente integradas, que atendem o cliente na totalidade da sua dor.
A parceria que o ecossistema precisa
Existe uma lacuna enorme entre o conhecimento especializado que vive dentro dos escritórios e das holdings jurídicas e a capacidade de transformá-lo em produto tecnológico escalável. Esse e exatamente o gap que a Aleve nasceu para fechar.
O modelo de Venture Builder vai além do investimento tradicional. Ele com estrutura de produto, tecnologia, marketing, vendas, captação e governança para transformar inteligência jurídica em negócio. O que a gente busca não e só capital. E parceria com quem entende o problema de dentro. Escritórios especializados, holdings que operam em áreas de alta complexidade jurídica, profissionais que já viveram o problema que a tecnologia vai resolver.
A máquina nunca vai substituir o feeling humano. Ela pode ajudar com análise, dados e escala, mas decisões complexas continuam dependendo da experiencia e da percepção de quem conhece o campo. A Aleve acredita nisso profundamente. Por isso, o nosso melhor socio não é um fundo. É quem já conhece a dor que queremos resolver.
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Se você atua em tributário, fiscal ou contábil e ainda não se perguntou como seu conhecimento poderia se tornar tecnologia, essa e a pergunta mais importante que você pode fazer agora. Não porque o futuro chegou. Mas porque, para quem está atento, ele ja está gerando retorno.
*Priscila Spadinger e CEO da Aleve LegalTech Ventures, única Venture Builder dedicada ao setor jurídico no Brasil, com portfólio de 13 startups e valuation de R$ 200 milhões.
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