Diesel tem primeira queda após início da guerra entre EUA e Irã

Da redação de LexLegal
O preço médio do diesel comum registrou recuo pela primeira vez desde a eclosão do conflito entre Estados Unidos e Irã no final de fevereiro. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) coletados entre os dias 5 e 11 de abril mostram que o combustível passou de R$ 7,45 para R$ 7,43 por litro.
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A variação de R$ 0,02 interrompe a sequência de altas provocada pela instabilidade no Oriente Médio. O movimento foi acompanhado pela gasolina e pelo etanol, que também apresentaram reduções marginais de R$ 0,01 no período, fechando em R$ 6,77 e R$ 4,69 respectivamente.
Governo lança subsídio bilionário para conter alta do combustível
A redução nos postos ocorre na mesma semana em que o governo federal colocou em prática um pacote de intervenção no setor energético. O plano foca na contenção da volatilidade externa e estabelece uma ajuda de custo para importadores e refinarias nacionais.
O objetivo central é evitar que o repasse da alta do petróleo no mercado internacional chegue integralmente ao consumidor final, especialmente no setor de transportes, que é dependente do diesel para o escoamento de mercadorias.
Subvenção fixa tenta estabilizar preços nas bombas
O pacote econômico prevê o pagamento de R$ 1,20 por litro para empresas que importam diesel, com o financiamento dividido em partes iguais entre a União e os governos estaduais. Para o combustível refinado em solo brasileiro, a subvenção extra foi fixada em R$ 0,80 por litro.
A medida busca dar fôlego ao caixa das distribuidoras e frear o impacto inflacionário gerado pela guerra. Especialistas do setor monitoram agora se a queda registrada nesta semana é o início de uma estabilização ou apenas um ajuste pontual diante da nova política de subsídios.
Apesar da leve baixa, os combustíveis ainda acumulam patamares elevados quando comparados ao início do ano. O sucesso da estratégia governamental depende da manutenção do diálogo com os estados para o custeio da subvenção importada.
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A ANP continuará com os levantamentos semanais para verificar se os postos de combustíveis estão repassando a folga nos custos para as bombas ou se a margem de lucro das revendas absorverá parte do benefício destinado ao consumidor.