Dia Mundial dos Oceanos destaca desafios para proteger mares até 2030

Da Redação de LexLegal
Celebrado nesta segunda-feira (8), o Dia Mundial dos Oceanos coloca em evidência um dos principais desafios ambientais da atualidade: proteger os mares em um cenário de mudanças climáticas, perda de biodiversidade e pressão crescente sobre os recursos naturais.
Criada oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008, a data busca chamar atenção para a importância dos oceanos na regulação do clima, na produção de alimentos e na economia global.
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Embora o planeta seja dividido em cinco grandes oceanos – Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico – especialistas explicam que todos formam um único sistema interligado. Essa conexão faz com que impactos ambientais em uma região possam gerar efeitos em diferentes partes do mundo.
O tema ganha relevância para o Brasil em razão do compromisso internacional de proteger 30% das áreas marinhas até 2030. Conhecida como meta “30 por 30”, a iniciativa integra esforços globais para ampliar a conservação da biodiversidade e reduzir os efeitos da degradação ambiental.
Especialistas alertam, porém, que criar áreas protegidas é apenas parte da solução. O desafio passa também por garantir fiscalização, monitoramento e recursos financeiros capazes de tornar essas medidas efetivas.
Sem estrutura adequada, unidades de conservação podem existir formalmente, mas ter pouca capacidade de proteger espécies, ecossistemas e comunidades que dependem diretamente dos recursos marinhos.
Preparação para conferência internacional
O tema esteve no centro dos debates da SP Ocean Week 2026, realizada em maio na capital paulista. O encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes da sociedade civil e integrantes do setor privado para discutir estratégias de conservação dos oceanos.
As discussões também fazem parte da preparação brasileira para a Conferência da Década do Oceano, prevista para ocorrer em 2027, no Rio de Janeiro.
“Todo o movimento que vem sendo feito mundialmente, o Brasil vai se preparar adequadamente para a Conferência da Década do Oceano. E uma das estratégias vai considerar a Rio Ocean Week como um palco importante para que as contribuições de diferentes atores sociais, de diferentes setores da sociedade possam ser organizadas no sentido de embasarem as discussões que vão ocorrer”, afirma Alexander Turra, coordenador da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano.
Segundo Turra, a realização de eventos e fóruns preparatórios pode ajudar a consolidar propostas e ampliar a participação de diferentes segmentos da sociedade na construção das políticas voltadas aos oceanos.
Oceanos influenciam clima e alimentação
Os oceanos desempenham papel central no equilíbrio ambiental do planeta. Além de influenciarem a temperatura global e os regimes de chuva, também funcionam como importantes reservatórios de biodiversidade.
Mais de 70% da superfície terrestre é coberta por água oceânica. Os mares também representam uma das principais fontes de alimento para a população mundial. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas dependam diretamente dos recursos marinhos como principal fonte de proteína em sua alimentação.
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A proximidade da meta de proteção marinha para 2030 e a realização da Conferência da Década do Oceano no Brasil colocam o país no centro das discussões globais sobre conservação dos mares. O desafio será transformar compromissos internacionais em medidas concretas capazes de preservar ecossistemas, fortalecer comunidades costeiras e garantir a sustentabilidade dos recursos oceânicos para as próximas décadas.