DF lidera renda do trabalhador no país; SC tem menor desemprego

Da Redação de LexLegal
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou que o Distrito Federal e outros 15 estados registraram recorde no rendimento médio mensal dos trabalhadores no primeiro trimestre de 2026. O levantamento também mostrou a menor taxa de desemprego da série histórica para o período, com média nacional de 6,1%.
A renda média do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.722, o maior valor desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O levantamento considera trabalhadores formais, informais, temporários e autônomos com 14 anos ou mais.
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Distrito Federal mantém maior renda do país
Segundo os dados do IBGE, o Distrito Federal registrou rendimento médio mensal de R$ 6.720, valor 81% acima da média nacional. O desempenho da capital federal é impulsionado principalmente pela presença de servidores públicos e profissionais ligados à administração pública, setores tradicionalmente associados a salários mais elevados.
Na outra ponta aparece o Maranhão, com rendimento médio de R$ 2.240. Apesar de ser o menor valor do país, o estado também atingiu recorde histórico dentro da própria série. A diferença salarial entre as duas unidades da federação chama atenção. O rendimento médio do DF é exatamente três vezes maior que o registrado no Maranhão.
Sul e Centro-Oeste puxam alta da renda
Entre as regiões do país, Centro-Oeste, Sul e Nordeste atingiram os maiores níveis históricos de rendimento médio do trabalhador. O Centro-Oeste lidera com média de R$ 4.379, seguido pela região Sul, com R$ 4.193. O Sudeste aparece com R$ 4.125.
Já o Nordeste segue com a menor média regional do país, de R$ 2.616, embora também tenha atingido recorde dentro da série histórica do IBGE. Entre os estados com maiores rendimentos aparecem Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, todos acima de R$ 4 mil mensais.
Desemprego atinge menor nível da série
O levantamento também mostrou queda do desemprego em praticamente todo o país. A taxa nacional de desocupação ficou em 6,1%, o menor índice já registrado para um primeiro trimestre desde o início da pesquisa.
Pelos critérios do IBGE, é considerada desempregada apenas a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Os pesquisadores visitaram cerca de 211 mil domicílios em todos os estados brasileiros.
Santa Catarina tem menor desemprego do Brasil
Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com apenas 2,7%. O estado foi o único abaixo da marca de 3%. Na sequência aparecem Mato Grosso, Espírito Santo, Paraná e Rondônia, todos com taxas inferiores a 4%.
Já os maiores índices foram registrados no Amapá, Bahia, Alagoas e Pernambuco, todos acima de 9%. O Rio de Janeiro teve taxa de 7,3%, acima da média nacional. Já São Paulo ficou em 6%, praticamente alinhado ao índice do país.
Mercado de trabalho segue desigual entre regiões
Apesar da melhora nacional, os dados mostram que o mercado de trabalho brasileiro continua marcado por fortes diferenças regionais.
Estados do Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste concentram os maiores salários e menores taxas de desemprego. Já regiões do Norte e Nordeste ainda enfrentam maior informalidade, renda menor e dificuldade de absorção de mão de obra.
Economistas costumam associar essas diferenças à concentração de investimentos, nível de industrialização, presença do setor público e capacidade de geração de empregos formais.
Informalidade ainda influencia renda do trabalhador
A pesquisa do IBGE considera todas as formas de ocupação, incluindo trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregos temporários.
Isso significa que parte do crescimento da renda também está relacionada ao avanço de ocupações informais e ao aumento da massa salarial em setores de serviços, comércio e atividades ligadas à tecnologia e logística.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que crescimento da renda média não significa distribuição uniforme de renda entre trabalhadores.
Estados com renda recorde
O levantamento mostrou recorde de rendimento médio mensal nos seguintes estados:
Distrito Federal: R$ 6.720
Santa Catarina: R$ 4.298
Paraná: R$ 4.180
Rio Grande do Sul: R$ 4.127
Goiás: R$ 3.878
Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
Espírito Santo: R$ 3.708
Minas Gerais: R$ 3.448
Amapá: R$ 3.412
Sergipe: R$ 3.031
Rio Grande do Norte: R$ 2.953
Paraíba: R$ 2.806
Piauí: R$ 2.628
Ceará: R$ 2.597
Bahia: R$ 2.483
Maranhão: R$ 2.240
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Os dados do IBGE reforçam o cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas mantêm exposta a desigualdade regional entre salários, oportunidades e acesso ao emprego formal.