Desemprego sobe para 6,1% no 1º trimestre, mas é o menor nível desde 2012

Desemprego sobe para 6,1% no 1º trimestre, mas é o menor nível desde 2012
Apesar da pressão sazonal e queda na ocupação, informalidade recua para 37,3% no período/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 30/04/2026 às 15:00

Da Redação de LexLegal

A taxa de desemprego no Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%. O índice representa uma alta em relação aos 5,1% registrados no fim de 2025, mas configura o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Atualmente, 6,6 milhões de brasileiros compõem a população desocupada — termo técnico para quem está efetivamente em busca de uma vaga.

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O movimento é considerado sazonal, ou seja, reflete tendências típicas do início do ano, como o fim de contratos temporários no comércio e no setor público. No período, o total de ocupados recuou para 102 milhões de pessoas. Segundo a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, a redução ocorreu em atividades que apresentam esse comportamento padrão, como administração pública e serviços domésticos.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”.

Recuo na informalidade e carteira assinada

Mesmo com a alta na taxa geral de desocupação, o mercado registrou melhora na qualidade das vagas. A taxa de informalidade — que mede o percentual de trabalhadores sem direitos garantidos — caiu para 37,3%. O número de empregados com carteira assinada no setor privado manteve-se estável em 39,2 milhões, acumulando alta de 1,3% no confronto anual.

Diferenças entre indicadores

A Pnad Contínua, que visita 211 mil domicílios, oferece um retrato amplo que inclui trabalhadores por conta própria e informais. Já o Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho, foca exclusivamente no emprego formal. Em março, o Caged apontou a criação de 228 mil novas vagas com carteira, reforçando a tendência de balanço positivo no acumulado de 12 meses.

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O cenário atual mostra um mercado de trabalho que, embora sofra com os ajustes de início de ano, sustenta níveis de ocupação superiores aos registrados no mesmo ciclo de 2025, quando o desemprego era de 7%.

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