Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda do brasileiro atinge recorde

Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas renda do brasileiro atinge recorde
Apesar de alta sazonal, taxa é a menor para o período em 14 anos; rendimento médio chega a R$ 3.679/Agência Brasil
Publicado em 27/03/2026 às 15:30

Da redação de LexLegal

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o trimestre móvel de fevereiro com uma taxa de desocupação de 5,8%. O número representa uma alta em relação aos 5,2% registrados em novembro, mas consolida o melhor resultado para este período específico desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Leia também: Machado Meyer e Lefosse assessoram operação de R$ 1,17 bilhão da ISA e Axia Energia

Em comparação ao mesmo trimestre de 2025, quando o índice era de 6,8%, houve uma queda expressiva. Atualmente, o país soma 6,2 milhões de pessoas em busca de oportunidades, contra 102,1 milhões de brasileiros ocupados.

Efeito sazonal na educação e saúde explica perda de vagas

A oscilação para cima é vista pelo IBGE como um movimento típico de início de ano. A queda na ocupação concentrou-se nos setores de saúde, educação e construção civil, áreas onde contratos temporários costumam ser encerrados na virada do calendário.

“Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora Adriana Beringuy (Fonte: IBGE).

Salário médio tem maior valor da história com avanço da formalização

O destaque positivo da Pnad Contínua divulgada nesta sexta-feira (27) foi o bolso do trabalhador. O rendimento médio real — valor que já desconta a inflação — bateu recorde ao atingir R$ 3.679 mensais. O montante é 5,2% superior ao visto um ano antes.

Segundo o instituto, esse ganho de poder de compra é puxado pela alta demanda por mão de obra e pelo aumento do emprego com carteira assinada em serviços e comércio. A informalidade, que engloba quem trabalha sem garantias previdenciárias ou férias, recuou levemente para 37,5% da população ocupada.

A pesquisa revela ainda estabilidade no setor privado, que mantém 39,2 milhões de empregados com carteira assinada. Já o contingente de trabalhadores por conta própria soma 26,1 milhões de pessoas, um crescimento de quase 800 mil trabalhadores em um ano.

Veja também: Cescon Barrieu e Pinheiro Neto assessoram compra da Bold Snacks pela Ferrero

Para ser considerado desocupado pelo critério oficial, o cidadão precisa ter buscado vaga efetivamente nos 30 dias anteriores à entrevista. Mesmo com a subida pontual de fevereiro, os números atuais seguem distantes do pico de 14,9% registrado durante a pandemia, sinalizando um mercado de trabalho mais resiliente em 2026.

SÃO PAULO WEATHER