Desemprego repete mínima histórica: 5,6% em setembro, renda sobe 4%, diz IBGE

Desemprego repete mínima histórica: 5,6% em setembro, renda sobe 4%, diz IBGE
Trabalhadores em centro comercial de São Paulo; emprego formal bate recorde com 39,2 milhões de pessoas, segundo o IBGE/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 31/10/2025 às 13:35

Da redação de LexLegal

O desemprego no Brasil atingiu 5,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice repete o menor patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012, e consolida o atual momento de estabilidade do mercado de trabalho.

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De acordo com o levantamento, o número de pessoas desocupadas caiu para 6,045 milhões, o menor contingente já registrado. O resultado representa queda de 3,3% em relação ao trimestre anterior e retração de 11,8% na comparação com o mesmo período de 2024.

população ocupada se manteve em mais de 102 milhões de trabalhadores, próximo ao recorde da série, com o nível de ocupação em 58,7%. O dado mostra que o mercado segue aquecido, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e comércio.

O número de empregados com carteira assinada também bateu novo recorde, alcançando 39,2 milhões de pessoas. O avanço reflete a recuperação do emprego formal e o impacto de políticas de crédito e consumo, que favoreceram micro e pequenas empresas.

Outro destaque do levantamento foi o aumento da renda média real do trabalhador, que chegou a R$ 3.507 no trimestre — alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, o crescimento está relacionado à melhora nas negociações salariais e ao controle da inflação.

Economistas avaliam que o resultado reforça a tendência de resiliência do mercado de trabalho, mesmo em um cenário de desaceleração do PIB. O desafio, apontam, está na qualidade dos postos de trabalho e na sustentação dos rendimentos diante da redução do ritmo de atividade nos próximos trimestres.

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