Desemprego no Brasil se mantém em 5,6%, menor taxa da série histórica

Desemprego no Brasil se mantém em 5,6%, menor taxa da série histórica
Taxa de desemprego se mantém em 5,6% no Brasil, menor nível da série histórica, segundo dados do IBGE/Marcello Casal jr/Agência Brasil
Publicado em 30/09/2025 às 15:30

Da redação de LexLegal

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete o menor patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), consolidando um cenário de estabilidade no mercado de trabalho.

Leia também: STF vai decidir se desconto de vale-transporte e alimentação entra no cálculo do INSS

O levantamento mostra que o país tinha, ao fim de agosto, 6,1 milhões de pessoas desocupadas, também o menor contingente da série. Já o número de ocupados chegou a 102,4 milhões, com destaque para o aumento dos empregos formais: o total de trabalhadores com carteira assinada alcançou o recorde de 39,1 milhões de pessoas.

Nível de ocupação

nível de ocupação, que indica a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar, atingiu 58,1%, o maior índice já registrado pelo IBGE. Esse dado inclui todas as formas de trabalho: formal, informal, temporário e por conta própria.

Pelos critérios da Pnad, só é considerada desocupada a pessoa que está efetivamente procurando emprego. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, oferecendo uma fotografia detalhada da força de trabalho no país.

Comparação com o Caged

Os resultados da Pnad foram divulgados um dia depois do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que mede exclusivamente os empregos formais.

Segundo o Caged, o mês de agosto registrou saldo positivo de 147.358 vagas com carteira assinada. No acumulado de 12 meses, o mercado formal ganhou aproximadamente 1,4 milhão de postos de trabalho.

Veja também: Fachin assume presidência do STF nesta segunda e terá Moraes como vice no biênio 2025-2027

Os números reforçam o momento de recuperação do mercado de trabalho, marcado pela expansão da ocupação formal e pela queda consistente no desemprego. Para especialistas, a convergência entre os indicadores da Pnad e do Caged mostra que a economia tem absorvido trabalhadores, ainda que persistam desafios relacionados à informalidade e à qualidade dos empregos criados.

SÃO PAULO WEATHER