Desemprego de longa duração recua e Brasil registra menor contingente desde 2012, aponta IBGE

Da redação de LexLegal
O número de trabalhadores que permaneciam dois anos ou mais em busca de emprego apresentou queda de 17,8% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com igual período de 2024, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE. A redução também alcançou todas as demais faixas de tempo de procura por trabalho, em um cenário em que o país atingiu 5,6% de desocupação — a menor taxa da série histórica iniciada em 2012.
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Os dados revelam que o desemprego de longa duração — considerado um dos fenômenos mais graves em períodos de recuperação econômica — vem cedendo de forma acelerada. A categoria de pessoas que buscam trabalho há mais de um mês e menos de um ano atingiu o menor nível já registrado pelo IBGE. Caíram também os índices de quem procura vaga há menos de um mês (queda de 14,2%) e de quem busca entre um e dois anos (redução de 11,1%).
O IBGE destaca ainda que o número de pessoas à procura de emprego por um período entre um e dois anos e entre dois anos ou mais também atingiu o menor patamar já observado. No terceiro trimestre deste ano, 19,5% dos desocupados estavam há dois anos ou mais tentando voltar ao mercado — menor proporção desde 2015.
A Pnad Contínua considera desocupado apenas quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista, incluindo trabalhadores com ou sem carteira, temporários e autônomos. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todo o país e é atualmente o principal termômetro da evolução do mercado de trabalho brasileiro.
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Segundo o IBGE, a distribuição atual do tempo de procura reforça que o desemprego está menos persistente. Metade dos desocupados (50,8%) estão buscando emprego há menos de um ano, o que indica maior dinamismo na recolocação.
Os dados chegam em um contexto de recuperação gradual do mercado laboral e devem influenciar debates sobre política econômica, produtividade e reformulação das políticas públicas de emprego. Economistas lembram que, embora a queda no número de desocupados seja positiva, ainda é necessário acompanhar a qualidade das vagas, a formalização e os rendimentos.