Demarest e Machado Meyer assessoram venda da Wilson Sons Ultratug à Tidewater

Demarest e Machado Meyer assessoram venda da Wilson Sons Ultratug à Tidewater
Operação de US$ 500 milhões amplia presença da Tidewater no Brasil e no Panamá/Divulgação Tidewater
Publicado em 24/02/2026 às 9:00

Da redação de LexLegal

A Tidewater Inc. assinou um acordo para comprar a operação offshore da Wilson Sons Ultratug por cerca de US$ 500 milhões. O negócio envolve ativos no Brasil e no Panamá e marca um movimento relevante de consolidação no mercado de embarcações de apoio à exploração de petróleo e gás.

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A transação prevê a venda integral das participações detidas pela Wilson Sons e pelo grupo Ultranav na Wilson Sons Ultratug Participações S.A. (WSUT) e na empresa panamenha Atlantic Offshore Services S.A. As ações serão adquiridas por empresas do grupo Tidewater, multinacional listada nos Estados Unidos e uma das maiores operadoras globais do setor.

O acordo é do tipo “sell side”, quando os escritórios atuam assessorando os vendedores, e foi estruturado pelo Demarest, em conjunto com o escritório internacional Slaughter and May. A operação ainda depende do cumprimento de condições usuais para esse tipo de negócio, como aprovações regulatórias e aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A WSUT opera uma frota de 22 embarcações de apoio offshore, usadas principalmente no suporte a plataformas de petróleo. Com a aquisição, a Tidewater amplia de forma expressiva sua atuação no Brasil, passando de seis para 28 embarcações no país. No total, a frota global da companhia deve chegar a 231 embarcações.

Parte relevante dos navios da WSUT foi construída no Brasil. Isso garante acesso a benefícios regulatórios locais, como prioridade em licitações e enquadramento no Registro Especial Brasileiro (REB), mecanismo que facilita a operação de embarcações no país sob regras específicas.

Segundo a compradora, a expectativa é que a operação adquirida gere cerca de US$ 220 milhões em receita nos primeiros 12 meses após o fechamento. A projeção inclui margens elevadas e impacto positivo no caixa da companhia já a partir de 2026.

A transação também envolve dívidas de longo prazo da WSUT, da ordem de US$ 261 milhões, principalmente com o BNDES e o Banco do Brasil. A Tidewater informou que pretende renegociar e refinanciar esses compromissos após a conclusão do negócio.

No assessoramento jurídico, o Demarest atuou ao lado do Slaughter and May representando os vendedores. Pelo lado dos compradores, participaram os escritórios Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom e Machado Meyer.

Pelo Demarest, a operação foi liderada pelos sócios Gabriel Ricardo Kuznietz e Julia Visconti, com participação dos sócios Andre NovaskiMarc StalderMarco Antonio FonsecaRenato Canizares e Camila Garcindo Dayrell Garrote, além dos advogados Julia Helena CoelhoLivia Borges LealFlavia Bahia VidigalPatrick Lobo e Thales Dominguez.

Pelo Machado Meyer, a operação contou com os sócios Arthur Bardawil Penteado e Eduardo Boldrin Camara, além dos advogados Felipe SchivartcheLaura Ducati DabronzoMaria Eduarda Medeiros Saboia e Victor Goulart Lazarini. Os outros escritórios não divulgaram equipes.

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A operação é internacional e envolve múltiplas jurisdições, incluindo Brasil, Panamá, Estados Unidos, Chile, Uruguai e Ilhas Cayman, refletindo o caráter global do setor offshore e a crescente movimentação de ativos estratégicos ligados à energia.

SÃO PAULO WEATHER