Demarest e Machado Meyer assessoram Suzano em emissão de R$ 2,5 bilhões

Demarest e Machado Meyer assessoram Suzano em emissão de R$ 2,5 bilhões
Operação foca em preservação e cultivo de florestas/Suzano
Publicado em 15/04/2026 às 10:00

Da redação de LexLegal

A Suzano S.A. concluiu a captação de R$ 2,5 bilhões por meio de sua segunda emissão de Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-F). A operação, encerrada em 8 de abril, marca uma estrutura de financiamento pioneira no setor de papel e celulose ao utilizar um título tradicionalmente voltado ao agronegócio para o mercado de capitais.

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A CPR-F funciona como um título que representa a promessa de entrega futura de produtos agrícolas, mas que é quitado em dinheiro. O uso desse papel em ofertas públicas é recente e permite que a Suzano vincule o financiamento de longo prazo diretamente ao desenvolvimento de seus ativos florestais. Os recursos serão investidos na formação de florestas homogêneas e na conservação de matas nativas.

O escritório Demarest assessorou a Suzano na estruturação da oferta, que contou com a participação dos bancos Itaú BBA, XP Investimentos, Bradesco BBI e Safra. A equipe foi liderada pela sócia Leticia Galdino Wanderley, com a atuação do associado Leonardo Cajaiba. Já o escritório Machado Meyer representou os bancos coordenadores na transação, registrada sob o rito da Resolução 160 da CVM. A equipe não foi divulgada.

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A transação estabelece um novo paradigma para o financiamento de ativos florestais no Brasil. Ao acessar o mercado de capitais via CPR-F, a companhia consegue otimizar sua cadeia de suprimentos e reforçar compromissos ambientais com instrumentos financeiros sofisticados e de alta liquidez.

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