Demarest assessora XP em oferta de quotas do Franklin BSP Crédito Estruturado Global I

Demarest assessora XP em oferta de quotas do Franklin BSP Crédito Estruturado Global I
A operação também impulsiona a atuação de gestores internacionais no país, especialmente em um ambiente de maior demanda por diversificação cambial e alternativas de renda em cenários econômicos incertos/Freepik
Publicado em 17/12/2025 às 9:30

Da redação de LexLegal

A XP Investimentos concluiu a primeira oferta pública de quotas do Franklin BSP Crédito Estruturado Global I, fundo multimercado com foco em investimentos no exterior, no valor de R$ 76,9 milhões. A operação, estruturada e coordenada pela própria XP, contou com assessoria jurídica do Demarest Advogados e marca mais um movimento de investidores brasileiros em direção a ativos globais de crédito estruturado.

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O fundo é administrado pela XP e gerido pela Franklin Templeton, que concentra a alocação em veículos internacionais como o Alcentra Fund S.C.A. SICAV-SIF e o Structured Credit Opportunity Fund II. Esses fundos aplicam recursos principalmente em CLOs, sigla em inglês para Collateralized Loan Obligations. Trata-se de instrumentos financeiros formados por carteiras de dívidas corporativas, empacotadas e revendidas a investidores profissionais. Apesar da complexidade, o produto ganhou espaço no mercado por oferecer retorno atrelado ao desempenho de empresas europeias e por diversificar riscos.

A operação foi conduzida no ambiente regulado de mercado de capitais, dentro das regras de ofertas públicas brasileiras. Na prática, isso envolve procedimentos formais como elaboração de documentos de oferta, avaliação de riscos, definição de público-alvo e o cumprimento das normas da Comissão de Valores Mobiliários para produtos destinados a investidores qualificados.

Do ponto de vista jurídico, o Demarest Advogados assessorou a XP em todas as etapas da estruturação, incluindo aspectos regulatórios, societários e contratuais da oferta. O trabalho foi liderado pela sócia Mariane Kondo, com apoio do advogado Gustavo Cecche. A Franklin Templeton foi representada pelo escritório Cepeda Advogados. Como coordenadora líder, a XP conduziu a montagem do fundo, a modelagem da oferta e o processo de distribuição no mercado.

O fundo se destaca por ser um veículo brasileiro que investe majoritariamente em ativos estrangeiros, tendência que vem crescendo com a busca por exposição internacional e produtos que permitam retorno menos sensível às oscilações locais. Estruturas como essa costumam atrair investidores que desejam ampliar o portfólio com crédito corporativo global, mas ainda dentro de um arcabouço regulatório nacional.

A emissão foi concluída em 4 de dezembro de 2025, com assinatura e fechamento realizados no mesmo dia. Embora voltada a um público especializado, a operação reforça a presença de casas brasileiras na originação de produtos sofisticados e indica um mercado doméstico mais confortável com estruturas de crédito estruturado, historicamente vistas como complexas.

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A operação também impulsiona a atuação de gestores internacionais no país, especialmente em um ambiente de maior demanda por diversificação cambial e alternativas de renda em cenários econômicos incertos.

SÃO PAULO WEATHER