Demarest assessora Méliuz em follow-on de R$ 180 milhões

Da redação de LexLegal
O escritório Demarest Advogados assessorou juridicamente a Méliuz S.A. na oferta pública subsequente de ações — conhecida no mercado como follow-on — que movimentou cerca de R$ 180 milhões. A operação foi concluída em 17 de junho de 2025 e envolveu a distribuição de 25,5 milhões de ações ordinárias da companhia, além de 43,3 milhões de warrants — instrumentos que dão ao investidor o direito de comprar ações no futuro, com condições previamente definidas.
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Com atuação no setor de pagamentos e benefícios ao consumidor, a Méliuz promoveu a oferta de acordo com a Resolução nº 160 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula as operações públicas de valores mobiliários no Brasil, com o objetivo de modernizar e flexibilizar o acesso ao mercado de capitais. As ações foram precificadas a R$ 7,06 por papel, totalizando R$ 180.078.029,18.
Os warrants distribuídos foram organizados em cinco classes diferentes, cada uma com regras específicas sobre proporção por ação, preços de exercício e prazos de vencimento. Isso permite aos investidores maior flexibilidade estratégica, já que podem optar por exercer os direitos futuramente conforme o desempenho da empresa e as condições de mercado.
Escritórios e profissionais envolvidos
A equipe do Demarest que assessorou a Méliuz foi liderada pelas sócias Julia Lobo e Cristina Tomiyama, com apoio dos associados Franco Criez, Luisa Beatriz da Silva e Rodrigo Braga. No exterior, a operação contou com assessoria de Paul Hastings LLP e Clifford Chance US LLP, enquanto no Brasil o Mattos Filho também atuou no apoio à estruturação da oferta.
A coordenação da operação ficou a cargo do BTG Pactual, que atuou como coordenador líder no Brasil por meio da BTG Pactual Investment Banking Ltda., e também como agente de colocação internacional por meio da BTG Pactual US Capital, LLC.
A oferta faz parte da estratégia da Méliuz de ampliar sua base de investidores e atrair capital estrangeiro, aproveitando seu posicionamento no mercado de tecnologia financeira. Com a distribuição das ações e warrants também no exterior, a empresa reforça seu apelo internacional e amplia o alcance de sua base acionária para além do mercado doméstico.
Além de fortalecer o caixa, o movimento contribui para a valorização das ações no médio prazo e consolida a companhia entre as empresas brasileiras de tecnologia mais ativas no mercado de capitais.
Um follow-on é uma oferta pública de ações feita por uma empresa que já está listada na bolsa, com o objetivo de captar novos recursos. Diferente de um IPO (oferta inicial), o follow-on é uma espécie de “segunda rodada” de financiamento no mercado acionário.
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Os warrants, por sua vez, são títulos que dão ao investidor o direito (mas não a obrigação) de comprar ações da empresa no futuro por um preço previamente estabelecido. Eles funcionam como uma opção de investimento adicional, com potencial de valorização se a empresa crescer.