Demarest assessora Itaú BBA em emissão de CRI de R$ 200 milhões

Da redação de LexLegal
O Demarest Advogados assessorou o Itaú BBA Assessoria Financeira na estruturação e na preparação dos documentos da oferta pública de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no valor total de R$ 200 milhões, concluída em dezembro de 2025. A operação foi realizada pelo rito de registro automático, previsto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e teve como público-alvo investidores qualificados.
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Os CRIs são títulos de renda fixa lastreados em créditos do setor imobiliário e funcionam, na prática, como uma forma de antecipar recursos a empresas do segmento por meio do mercado de capitais. Nesta operação, os papéis foram emitidos pela Vert Companhia Securitizadora, responsável por transformar os créditos imobiliários em valores mobiliários negociáveis.
A garantia dos CRIs está vinculada a créditos imobiliários devidos pela Pacaembu Construtora, que atuou como devedora da operação. Esses créditos têm origem na terceira emissão de debêntures simples da companhia, títulos de dívida privada usados por empresas para captar recursos diretamente junto a investidores, sem conversão em ações. Nesse modelo, os fluxos de pagamento das debêntures servem como base para remunerar os investidores dos CRIs.
A oferta foi estruturada em série única, com colocação firme, o que significa que o coordenador assume o compromisso de subscrever integralmente os títulos, independentemente da demanda do mercado. O formato busca dar maior previsibilidade ao emissor e segurança à operação, especialmente em um cenário de maior seletividade dos investidores.
Do ponto de vista regulatório, a utilização da Resolução CVM nº 160 permite maior agilidade no processo de oferta, reduzindo prazos e etapas burocráticas para emissões destinadas a investidores qualificados, sem abrir mão das exigências de transparência e divulgação de informações relevantes.
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O time do Demarest foi liderado pelo sócio Luiz Felipe Eustaquio e contou com a atuação dos advogados Andre Cafe, Rodrigo Braga e Vinicius Simpioni. A Stocche Forbes Advogados atuou como assessora jurídica da Pacaembu Construtora, na qualidade de devedora dos créditos imobiliários que lastreiam a emissão.