Demarest assessora Investo e BTG Pactual na criação do primeiro ETF brasileiro com foco em empresas argentinas

Da redação de LexLegal
O mercado de capitais brasileiro ganhou uma novidade que conecta diretamente investidores locais ao desempenho de companhias da Argentina. A Investo Gestão de Recursos Ltda., em parceria com o BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, estruturou o primeiro fundo de índice (ETF) listado na B3 com foco exclusivo em empresas argentinas.
O produto replica o desempenho de companhias argentinas listadas na Bolsa de Nova York, permitindo que investidores brasileiros tenham exposição indireta a ativos do país vizinho sem a necessidade de abrir conta no exterior. Esse modelo de investimento segue a lógica dos ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos negociados em bolsa como se fossem ações, mas que acompanham a performance de um índice de referência.
A operação foi assessorada pelo escritório Demarest, com atuação dos sócios André Novaski e Mariane Kondo, além da associada Andressa Pires.
Importância da operação
O lançamento acontece em meio a um cenário de forte instabilidade econômica e política na Argentina, marcada por inflação elevada, desvalorização da moeda e medidas de ajuste fiscal. Para especialistas, a chegada desse ETF à B3 amplia as alternativas de diversificação para investidores brasileiros e reforça a integração financeira entre os dois países.
O modelo de replicação de índices de empresas argentinas listadas em Nova York garante maior transparência e liquidez ao produto, já que os papéis de referência seguem padrões regulatórios do mercado norte-americano.
Segundo analistas, esse tipo de iniciativa pode fortalecer o ecossistema de ETFs no Brasil e ampliar o interesse por ativos de mercados emergentes. “Apesar da crise argentina, empresas do país seguem relevantes em setores como energia, alimentos e serviços financeiros, o que pode atrair investidores dispostos a assumir riscos em troca de potencial de valorização”, destacam relatórios de mercado.
Aspectos regulatórios
O fundo foi estruturado em conformidade com as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula a oferta de ETFs no Brasil. Esse arcabouço garante maior proteção ao investidor, já que impõe obrigações de transparência, divulgação de informações e auditoria independente.
Além disso, a listagem na B3 permite que investidores pessoa física, family offices e instituições tenham acesso ao produto com a mesma facilidade com que negociam ações e outros fundos.