Demarest assessora EDF Brasil Hidro em emissão debêntures de R$ 1,73 bi para compra de usina

Da redação de LexLegal
A EDF Brasil Hidro Participações S.A. levantou R$ 1,73 bilhão no mercado por meio da emissão de debêntures para financiar a compra da Energética Águas da Pedra S.A., dona da usina hidrelétrica Dardanelos. A operação foi assessorada pelo Demarest Advogados e coordenada pelo Banco Bradesco BBI.
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Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos com investidores. Na prática, a companhia toma dinheiro no mercado e se compromete a devolver com juros. Neste caso, os papéis não são conversíveis em ações, o que significa que os investidores não passam a ter participação societária na empresa.
Os recursos foram destinados à aquisição de um ativo de geração de energia do grupo Neoenergia. Esse tipo de operação é comum em projetos de infraestrutura, que exigem alto volume de capital e retorno de longo prazo.
A emissão marca a primeira operação desse tipo da EDF Brasil Hidro Participações no mercado local. O modelo permite financiar expansão sem recorrer diretamente a crédito bancário tradicional.
O Banco Bradesco BBI atuou como coordenador líder da oferta, sendo responsável por estruturar e distribuir os títulos junto a investidores.
O Demarest assessorou a Brasil Hidro. Atuaram na operação os sócios Marina Aidar e Thiago Sandim, além dos advogados Karina Melo, Marcelo Peloso, Maria Fernanda Archangelo, Maria Julia Franco, Felipe Herszkowicze Pedro Galani Vasconcelos.
O escritório Machado Meyer Advogados assessorou o coordenador líder. A operação foi conduzida pelos sócios Paulo Markossian Nunes e Raphael Oliveira Zono, que lideraram a assessoria jurídica no suporte ao coordenador da oferta. A equipe contou ainda com a atuação dos advogados Gabriel da Silva Freire e Mario Gomez Carrera Neto, que participaram da estruturação e execução dos aspectos legais da transação.
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A transação reforça o uso do mercado de capitais como alternativa de financiamento para projetos de energia no Brasil, especialmente em aquisições de ativos já em operação, como hidrelétricas.