Demarest assessora BB Venture I em investimento de R$ 160 milhões na Pagaleve

Da redação de LexLegal — São Paulo
O Demarest Advogados assessorou o BB Venture I, fundo de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil, na rodada de investimento de US$ 29 milhões (cerca de R$ 160 milhões) na fintech brasileira Pagaleve Tecnologia. A transação reforça o interesse de grandes instituições financeiras em startups que impulsionam a digitalização dos meios de pagamento e o avanço do Pix parcelado, um dos segmentos mais promissores do mercado.
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A rodada foi liderada pelo fundo australiano OIF Ventures e pelo grupo asiático Sun Hung Kai & Co, com a participação de Credit Saison e Endeavor Catalyst. O aporte foi estruturado na forma de equity financing, mecanismo em que os investidores passam a deter participação acionária na empresa em troca de capital, fortalecendo sua governança e ampliando o potencial de expansão.
A Pagaleve, fundada em 2021, é uma fintech especializada em soluções de crédito digital e pagamentos instantâneos. Seu modelo de negócio se apoia no conceito de Buy Now, Pay Later (compre agora, pague depois), que permite parcelamentos sem juros diretamente via Pix — alternativa moderna ao crediário tradicional. Com essa captação, a startup se aproxima da marca de unicórnio, como são conhecidas as empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.
O Demarest foi responsável pela estruturação jurídica completa da operação, abrangendo a análise regulatória, negociação dos contratos de investimento e due diligence societária. A equipe envolvida na assessoria foi liderada pelos sócios João Busin e Juliana Maluf, com participação dos sócios André Novaski, Renato Canizares e Marcus Fonseca, além dos associados Octavio de Alencar Araripe e Bárbara Queiroz.
O BB Venture I, sob gestão da Hannah Ventures Gestão de Recursos, atua como o braço de investimento em inovação do Banco do Brasil, focando em startups que contribuem para a transformação digital do sistema financeiroe o fortalecimento da economia sustentável.
A operação consolida uma tendência de aproximação entre bancos e fintechs, combinando inovação tecnológica e solidez institucional. Do ponto de vista jurídico, esse tipo de investimento envolve estruturações societárias complexas, que exigem conformidade com as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central.
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Para o mercado, o aporte simboliza a maturidade do ecossistema de venture capital no Brasil, atraindo fundos internacionais e reforçando a posição do país como polo de inovação financeira na América Latina.