Defesa garante: Forças Armadas vão cumprir decisão do STF sobre golpe

Defesa garante: Forças Armadas vão cumprir decisão do STF sobre golpe
Ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que Forças Armadas respeitarão decisão do STF no julgamento da tentativa de golpe/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 08/09/2025 às 7:00

Da redação de LexLegal

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que as Forças Armadas respeitarão o veredito do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares de alta patente.

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“O lema das Forças Armadas é respeitar a decisão da Justiça. Esse assunto é um problema da Justiça e da política. As Forças Armadas são uma coisa diferente, servem ao país. Então, nós estamos conscientes de que tínhamos que passar por isso tudo, estamos serenos e aguardando o veredito da Justiça, que será cumprido”, declarou o ministro.

Múcio falou após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, realizada em Brasília para tratar do desfile de 7 de setembro. Segundo ele, o julgamento no STF não foi pauta do encontro.

Debate sobre anistia e relação entre poderes

O ministro também foi questionado sobre o projeto de anistia defendido por parlamentares da oposição para os condenados pelo 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado. Múcio ponderou que não conhece o texto em debate, mas fez um alerta sobre a tensão entre instituições.

“Acho que, se for discutido de uma forma construtiva e não para poder concorrer com o [outro] Poder, para fazer avaliação de força de quem manda mais, eu acho que essa queda de braço não serve ao país. Nós estamos na hora que a gente tem que juntar todo mundo para construir esse país”, afirmou.

STF analisa núcleo central da trama

O julgamento em andamento no STF envolve Bolsonaro e outros sete aliados acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de liderar uma tentativa de golpe para anular as eleições de 2022. A denúncia também aponta a existência de planos para assassinar o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes.

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Entre os réus estão o ex-ministro da Defesa, general Paulo Nogueira Batista; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno; o comandante da Marinha, almirante Almir Garnier; e o general Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Todos negam as acusações.

SÃO PAULO WEATHER