Crimes cibernéticos crescem 28% no Brasil e atingem 87 mil denúncias

Da redação de LexLegal
As denúncias de crimes cibernéticos voltaram a subir no Brasil em 2025, segundo levantamento da SaferNet Brasil. A Central Nacional de Denúncias registrou 87.689 notificações únicas, aumento de 28,4% em relação ao ano anterior.
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O principal volume de registros envolve conteúdos de abuso e exploração sexual infantil, que somaram 63.214 denúncias. O número é o segundo maior já registrado pela entidade, ficando atrás apenas de 2023. A organização aponta que o uso crescente de inteligência artificial tem ampliado a circulação desse tipo de material.
As denúncias de misoginia ficaram em segundo lugar, com 8.728 ocorrências, seguidas por apologia e incitação a crimes contra a vida, que somaram 4.752 registros. Casos de racismo totalizaram 3.220 denúncias.
A violência contra mulheres foi a categoria que mais cresceu no período. As notificações passaram de 2.686 para 8.728 casos, avanço de 224,9%. Também houve aumento nas denúncias de intolerância religiosa, LGBTfobia, neonazismo e maus-tratos contra animais.
Entre os crimes monitorados pela central, apenas os registros de xenofobia recuaram, passando de 3.449 para 755 notificações. As denúncias relacionadas ao tráfico de pessoas permaneceram estáveis, com 442 ocorrências.
Outro indicador que cresceu foi o Helpline, canal gratuito de orientação da SaferNet, que realizou 2.254 atendimentos em 2025, alta de 39%. A maior parte das demandas envolveu exposição não autorizada de imagens íntimas, seguida de questões de saúde mental, problemas com dados pessoais e fraudes digitais.
Os dados foram divulgados durante as ações do Dia da Internet Segura, realizado em São Paulo. O evento reúne especialistas e organizações para discutir prevenção de crimes digitais e segurança online.
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A SaferNet orienta que denúncias de conteúdos ilegais na internet podem ser feitas de forma anônima pela plataforma oficial da organização, bastando inserir o link da página ou do material suspeito para análise das autoridades.