CPMI do INSS vai ouvir Careca do INSS sobre esquema de descontos ilegais na quinta-feira

Da redação de LexLegal
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os descontos ilegais de beneficiários do INSS confirmou para a próxima quinta-feira (25) o depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A convocação foi anunciada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
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“Está confirmada a presença dele na quinta-feira, e espero, com sinceridade, que seja cumprido o trato que foi feito”, afirmou Viana, ao comentar a conversa mantida com a defesa do investigado sobre sua ida à comissão.
O depoimento já havia sido marcado para o último dia 15, mas foi adiado após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou opcional a presença de Antunes.
Depoimento de sócios e testemunhas
Enquanto aguarda a oitiva de Antunes, a CPMI ouviu nesta segunda-feira (22) o empresário Rubens Oliveira Costa, apontado como um dos supostos sócios do “Careca do INSS”. Ele foi convocado como testemunha, mas se amparou em um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux para permanecer em silêncio em questões que pudessem incriminá-lo.
O habeas corpus também impede eventual ordem de prisão caso o depoente se recuse a responder. Antes do início das perguntas, Oliveira Costa leu um documento em que afirmou ter deixado o cargo de diretor financeiro das empresas de Antunes, como a Vênus Consultoria, ainda no início de 2024.
Segundo ele, sua atuação limitou-se a tarefas administrativas e negou qualquer envolvimento em pagamento de propina ou sociedade com Antunes.
“Jamais fui sócio de qualquer negócio ao lado de Antônio Camilo. Atuei apenas em quatro de suas empresas, no papel de administrador financeiro, e nada mais além disso”, disse. Ele também afirmou desconhecer os motivos que o levaram a ser citado como sócio em investigações.
A presença de Antunes é considerada estratégica pelos parlamentares, já que ele é apontado como figura central do esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas por meio de contratos fraudulentos e empresas de fachada.
Os senadores e deputados integrantes da comissão pretendem confrontá-lo com documentos já levantados pela investigação, além de depoimentos que indicam movimentações financeiras milionárias em empresas ligadas ao seu nome.
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A expectativa é de que o depoimento de quinta-feira forneça mais detalhes sobre a estrutura do esquema, a participação de terceiros e os mecanismos de ocultação de patrimônio. Com informações da Agência Brasil.