Correios aprovam plano para reverter crise e esperam liberar empréstimo de R$ 20 bi

Da redação de LexLegal
Após 12 trimestres seguidos de prejuízo, a direção dos Correios decidiu avançar com um plano de reestruturação que pretende recuperar a liquidez da companhia e reorganizar sua atuação como operadora nacional de logística. A proposta, anunciada pelo presidente Emmanoel Rondon, recebeu aval dos conselhos da estatal.
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O plano se apoia em três frentes: recuperação financeira, consolidação do modelo operacional e crescimento estratégico. A estatal informa que deve concluir ainda em novembro a captação de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos, operação considerada essencial para estabilizar o caixa.
A reestruturação prevê medidas de impacto nos próximos 12 meses. Entre elas estão um Programa de Demissão Voluntária, redução de custos com planos de saúde, modernização de equipamentos e sistemas, revisão da rede de atendimento — que pode levar ao fechamento de até mil pontos deficitários — e venda de imóveis, com potencial estimado de R$ 1,5 bilhão. Também está no radar a ampliação de serviços ligados ao comércio eletrônico e a avaliação de fusões e aquisições para reforçar a operação.
Os Correios, porém, não detalharam oficialmente como cada uma dessas ações será implementada.
Mesmo diante do déficit líquido de R$ 4,5 bilhões registrado apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa afirma que sua função pública permanece central. A estatal destaca ser a única capaz de atender todos os municípios do país, inclusive áreas remotas, o que inclui entregas de livros didáticos, materiais eleitorais e ajuda humanitária em situações de emergência.
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A expectativa é que o conjunto das medidas reduza as perdas em 2026 e permita voltar ao lucro em 2027. O cenário, entretanto, envolve riscos: a dependência da captação de crédito, as incertezas do mercado imobiliário para a venda de ativos e a pressão por eficiência em um setor regulado e cada vez mais competitivo.