Copom indica Selic em 15% por tempo indeterminado, diante de incertezas e risco inflacionário

Copom indica Selic em 15% por tempo indeterminado, diante de incertezas e risco inflacionário
Copom mantém Selic em 15% e prevê inflação acima da meta até 2025/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Publicado em 24/09/2025 às 7:00

Da redação de LexLegal

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 15%, conforme registrado na ata da reunião dos dias 16 e 17 de setembro, divulgada nesta terça-feira (23). O documento aponta que a interrupção do ciclo de altas busca avaliar os impactos acumulados da política monetária e garantir que a inflação volte à meta, ainda que em um cenário adverso.

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Segundo o texto, o atual quadro de incerteza exige cautela: “O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, afirma a ata.

Entre os fatores externos que mais influenciam a decisão estão a política monetária dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo governo norte-americano. A expectativa em torno de quando o Federal Reserve iniciará o ciclo de cortes, somada ao ritmo de crescimento da economia dos EUA, amplia as incertezas globais.

No cenário interno, os indicadores apontam moderação no crescimento. Dados setoriais e de consumo mostram uma redução gradual da atividade, enquanto estímulos fiscais ou de crédito ainda não tiveram efeito significativo. O Copom também destacou que as expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes, reforçando a necessidade de prudência.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Com juros mais altos, o crédito encarece, o consumo diminui e a atividade econômica perde fôlego, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da Selic estimula crédito e consumo, mas pode aumentar as pressões inflacionárias.

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Com a decisão, o Copom projeta que o IPCA feche 2025 em 4,8%, acima da meta de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite variação entre 1,5% e 4,5%. Para 2026, a previsão é de 3,6%, chegando a 3,4% no início de 2027, patamar mais próximo do centro da meta.

SÃO PAULO WEATHER