COP30 entra em fase decisiva com ofensiva da União Europeia

COP30 entra em fase decisiva com ofensiva da União Europeia
Delegados da União Europeia prometem pressionar por metas climáticas mais ambiciosas e novos compromissos internacionais/Rafa Neddermeyer
Publicado em 17/11/2025 às 12:01

Da redação de LexLegal

A COP30 entra nesta segunda-feira (17) em sua fase decisiva, em Belém, com expectativa de anúncios políticos e negociações mais duras sobre as metas do Acordo de Paris. Após uma primeira semana dominada por debates técnicos, a presença ativa da União Europeia deve marcar o início das tratativas de alto nível, reunindo líderes políticos, cientistas e representantes da sociedade civil. A missão europeia já indicou que pretende pressionar por compromissos concretos e pelo cumprimento das metas climáticas globais.

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O Comissário Europeu para o Clima participará das reuniões em conjunto com a Presidência do Conselho da União Europeia e representantes dos Estados-membros, com o objetivo declarado de fazer da COP30 um ponto de virada nas negociações internacionais. A estratégia inclui a apresentação, ainda hoje, de um relatório global sobre o gás metano, considerado um dos poluentes mais potentes no agravamento do aquecimento global.

A União Europeia também levará à mesa de negociações seu novo plano de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que prevê a redução de 66% das emissões até 2035, em comparação a 1990. Essa meta é uma das mais ambiciosas entre as economias industrializadas e deve servir como parâmetro para as delegações de países em desenvolvimento e grandes emissores.

Além das emissões, a agenda europeia inclui temas como adaptação climática, transição energética e financiamento internacional para países mais vulneráveis, em especial na Amazônia. A expectativa é que os próximos dias sejam determinantes para definir o texto final da conferência e os compromissos que irão compor o ciclo de implementação do Acordo de Paris.

Na terça-feira (18), ganha destaque a pauta “Oceano e Vida Marinha”. A Rede Pró-Unidade de Conservação e a coalizão SOS Oceano pretendem intensificar o lobby pela criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, no extremo sul do Rio Grande do Sul. A proposta, conduzida pelo ICMBio, criaria uma área protegida de 1,6 milhão de hectares, com o objetivo de preservar um dos ecossistemas marinhos mais frágeis do país.

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Para os ambientalistas, a área funcionaria como um corredor ecológico estratégico, garantindo abrigo para espécies ameaçadas e reduzindo a pressão da pesca predatória. Segundo defendem, “a proteção de habitats críticos é essencial para a sobrevivência de inúmeras espécies marinhas e para manter a resiliência dos ecossistemas costeiros frente às mudanças climáticas”.

SÃO PAULO WEATHER