Conversa entre Lula e Trump é confirmada pelo governo

Da redação de LexLegal
O Palácio do Planalto confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um encontro na próxima semana. A sugestão ocorreu de forma inesperada, durante uma breve conversa entre os dois líderes nos corredores da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde participam da 80ª Assembleia Geral.
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Segundo a Presidência da República, o convite foi prontamente aceito por Lula, mas ainda não há definição sobre se a reunião ocorrerá de forma presencial ou virtual. A iniciativa de Trump surpreendeu porque os dois países atravessam uma crise diplomática, marcada por sobretaxas a produtos brasileiros, sanções contra autoridades e críticas ao Judiciário.
Durante seu discurso na Assembleia Geral, Trump revelou o encontro informal com Lula e disse que pretende se reunir novamente com o brasileiro na próxima semana. “Encontrei o líder do Brasil ao entrar aqui e falei com ele. Nos abraçamos. As pessoas não acreditaram nisso. Nós concordamos que devemos nos encontrar na próxima semana”, declarou, descrevendo o diálogo como breve, mas positivo.
O presidente americano chegou a elogiar Lula: “Eu gosto dele e ele gosta de mim. E eu gosto de fazer negócios com pessoas de quem eu gosto. Quando eu não gosto de uma pessoa, eu não gosto. Mas tivemos, ali, esses [20 ou] 30 segundos. Foi uma coisa muito rápida, mas foi uma química excelente. Isso foi um bom sinal.”
Apesar da cordialidade pública, o gesto contrasta com a postura de Lula horas antes. No discurso de abertura da Assembleia, o brasileiro criticou as sanções impostas pelos EUA e alertou para a escalada do autoritarismo. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização [ONU] está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões a política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra”, afirmou.
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A possível reunião entre Lula e Trump pode abrir um canal de diálogo em meio ao pior momento das relações bilaterais em décadas, marcado por disputas comerciais, pressões políticas e divergências sobre governança internacional.