Conselho Monetário Nacional cria crédito para aéreas enfrentarem alta do combustível

Conselho Monetário Nacional cria crédito para aéreas enfrentarem alta do combustível
Nova linha com recursos do FNAC permite capital de giro e prazo de até 5 anos/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 24/04/2026 às 16:00

Da Redação de LexLegal

As companhias aéreas passaram a contar com uma nova linha de crédito para enfrentar o aumento recente de custos operacionais, principalmente com combustível. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um modelo de financiamento voltado ao capital de giro das empresas do setor.

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A medida permite que empresas de transporte aéreo doméstico tenham acesso a recursos para sustentar despesas básicas do dia a dia, como pagamento de salários, fornecedores e manutenção das operações. O objetivo é reduzir a pressão financeira imediata enfrentada pelas companhias.

De onde virão os recursos

O dinheiro utilizado na nova linha de crédito virá do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), um fundo público destinado ao desenvolvimento e à modernização do setor aéreo brasileiro.

Na prática, os recursos serão liberados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por outras instituições financeiras autorizadas. Caberá aos bancos analisar o risco de cada operação antes de conceder o empréstimo.

O modelo foi estruturado para atender empresas que enfrentam dificuldades momentâneas de caixa, permitindo reorganizar despesas e manter atividades em funcionamento.

Regras do crédito e impacto esperado

A nova linha traz condições específicas para as empresas interessadas. O prazo total para pagamento poderá chegar a até cinco anos. Haverá carência de até um ano para início da quitação do valor principal. O custo básico definido será de 4% ao ano, acrescido das taxas aplicadas pelas instituições financeiras.

Segundo o Ministério da Fazenda, a estrutura busca oferecer fôlego financeiro às companhias em um período de pressão sobre custos operacionais. O aumento do preço do combustível tem sido apontado como um dos principais fatores de impacto nas contas das empresas aéreas.

Outro ponto destacado é que os empréstimos não terão garantia do governo. Caso haja inadimplência, o prejuízo será assumido pelas instituições financeiras responsáveis pela concessão do crédito. Isso significa que não haverá impacto direto nas contas públicas decorrente dessas operações.

O setor aéreo tem enfrentado desafios crescentes ligados ao custo de operação. Além do combustível, despesas com manutenção, logística e câmbio influenciam diretamente o equilíbrio financeiro das empresas. Em períodos de instabilidade econômica, essas pressões tendem a se intensificar.

A criação da linha de crédito foi desenhada com três objetivos principais. Evitar cancelamentos de voos em larga escala. Preservar a oferta de transporte aéreo em diferentes regiões do país. Reduzir a necessidade de reajustes imediatos no valor das passagens.

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Para os passageiros, a mudança não representa redução automática no preço das passagens. O impacto esperado é indireto. Ao facilitar o acesso a crédito com custo mais baixo, o governo aposta que as empresas terão menos necessidade de elevar tarifas no curto prazo para cobrir despesas emergenciais.

A nova regra passa a valer imediatamente após sua publicação oficial. O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta ainda com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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