Conselho Monetário Nacional ajusta regra de crédito para empresas atingidas pelo tarifaço dos EUA

Conselho Monetário Nacional ajusta regra de crédito para empresas atingidas pelo tarifaço dos EUA
CMN reforça regras de crédito emergencial para empresas brasileiras atingidas pelo tarifaço dos EUA/Agência Brasil
Publicado em 30/08/2025 às 12:01

Da redação de LexLegal

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ajustes na Resolução nº 5.242 para esclarecer a regulamentação das linhas de crédito emergenciais destinadas a empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Fazenda, em Brasília, as alterações têm caráter apenas redacional e buscam eliminar dúvidas jurídicas e aumentar a segurança normativa, sem mudar o mérito da política pública.

De acordo com a pasta, a primeira modificação ocorre no artigo 2º, que substitui a expressão “Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)”, um tipo de código tarifário, por “produtos”. A mudança visa dar maior precisão à identificação das empresas efetivamente afetadas pelas tarifas norte-americanas, alinhando a redação à portaria conjunta publicada pelos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 22 de agosto.

Punições mais claras

Outra alteração foi feita no artigo 3º, deixando explícito que as punições para o descumprimento das obrigações dos tomadores de crédito — entre elas a manutenção de empregos — serão aplicadas de forma adicional aos encargos financeiros, e não como substituição. A medida busca reforçar a efetividade das linhas de crédito, garantindo que o apoio emergencial cumpra sua finalidade de preservar empresas, empregos e capacidade produtiva nacional diante do impacto das tarifas norte-americanas.

Em nota, a Fazenda destacou: “Com esses aperfeiçoamentos, o CMN reforça a efetividade da norma e assegura que as linhas emergenciais cumpram seu objetivo: prover liquidez e garantir a continuidade das atividades das empresas brasileiras expostas ao choque tarifário externo, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional.”

O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e tem como membros o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. O órgão é responsável por definir as diretrizes da política monetária, creditícia e cambial do país.

SÃO PAULO WEATHER