Começa na Bahia júri popular de acusados de assassinar líder religiosa Mãe Bernadete

Começa na Bahia júri popular de acusados de assassinar líder religiosa Mãe Bernadete
Outros três denunciados pelo Ministério Público, incluindo o suposto mandante, ainda aguardam a marcação de seus julgamentos enquanto o processo atual tenta encerrar um capítulo de impunidade na Região Metropolitana de Salvador/ARTE SOBRE FOTO DE WALISSON BRAGA/CONAQ
Publicado em 13/04/2026 às 17:55

Da redação de LexLegal

O julgamento de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados pelo assassinato da ialorixá Mãe Bernadete, começou nesta segunda-feira (13) no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sessão ocorre após adiamento em fevereiro e foca no crime ocorrido em 2023, em Simões Filho, onde a líder foi executada com 25 tiros dentro de casa. Arielson é réu confesso e está detido, enquanto Marílio permanece foragido da Justiça baiana.

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A acusação sustenta que o homicídio foi qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem chance de defesa. Manifestantes e familiares ocuparam a frente do fórum exigindo punição rigorosa. O advogado da família, Hédio Júnior, reforçou que as perícias e confissões são determinantes para o caso.

“O mundo precisa ter um resultado, que seja a condenação à pena máxima. As provas são irrefutáveis, são provas periciais. Esse executor que está aqui foi reconhecido pelas testemunhas. Ele é réu confesso, ele confessou na polícia, depois confessou no juízo, você tem prova de grampo telefônico, de rastreamento de antena de celular, prova pericial, prova de balística. Portanto o que se hoje aqui se espera, e eu confio muito no discernimento dos jurados, é a condenação à pena máxima”, afirmou o defensor.

Mãe Bernadete era uma voz central na defesa dos territórios quilombolas e lutava por justiça pela morte de seu filho, Binho do Quilombo, também assassinado. Mesmo sob o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, a ialorixá de 72 anos foi morta após denunciar ameaças sucessivas.

Jurandir Pacífico, filho da líder, reiterou o desejo de justiça. “Minha expectativa é que se comece a se fazer justiça para esse assassinato bárbaro. Vou chegar cedinho. Minha mãe era uma pessoa de 72 anos que sempre atuou em defesa dos direitos humanos”, disse.

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Outros três denunciados pelo Ministério Público, incluindo o suposto mandante, ainda aguardam a marcação de seus julgamentos enquanto o processo atual tenta encerrar um capítulo de impunidade na Região Metropolitana de Salvador.

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