Coaf identifica transações de R$ 1 bilhão entre Banco Master e Refit

Coaf identifica transações de R$ 1 bilhão entre Banco Master e Refit
CPI do Crime Organizado apura lavagem de dinheiro e conexão entre esquemas de sonegação e fraude bancária/Divulgação/Receita Federal
Publicado em 13/03/2026 às 8:30

Da redação de LexLegal

A CPI do Crime Organizado investiga indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e a refinaria Refit (antiga Manguinhos), após o Coaf identificar movimentações atípicas superiores a R$ 1 bilhão. O relatório de inteligência financeira aponta pagamentos diretos da refinaria ao banco de Daniel Vorcaro entre 2023 e 2024. A relação comercial pode unir duas frentes investigativas: o suposto esquema de sonegação bilionária da Refit e as fraudes contra o sistema financeiro atribuídas ao Master pela Polícia Federal.

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Considerada o maior devedor de ICMS de São Paulo, a Refit é alvo das operações Carbono Oculto e Poço de Lobato sob acusação de sonegar R$ 26 bilhões. Investigadores suspeitam que o combustível da refinaria abasteça postos controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), servindo como duto para ocultação de patrimônio. A empresa, que está em recuperação judicial há 12 anos, teve suas atividades interditadas pela ANP em janeiro por riscos operacionais e é classificada pelo Fisco como sonegador contumaz.

Já o Banco Master enfrenta o desdobramento da Operação Compliance Zero, que apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso na semana passada sob suspeita de entregar documentos falsos ao Banco Central.

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Procurados pela comissão e pela imprensa, Banco Master e Refit não quiseram comentar o teor das investigações. A CPI agora busca confirmar se bancos e fintechs da Faria Lima foram usados deliberadamente para lavar lucros do crime organizado no mercado de combustíveis.

SÃO PAULO WEATHER