Cascione e Tauil & Chequer atuam em oferta pública de R$ 1,2 bilhão em debêntures da EDP Espírito Santo

Cascione e Tauil & Chequer atuam em oferta pública de R$ 1,2 bilhão em debêntures da EDP Espírito Santo
Essa estruturação faz parte de um movimento contínuo do setor elétrico de buscar fontes alternativas de financiamento para modernização da rede, investimentos em infraestrutura e transição energética/Freepik
Publicado em 25/07/2025 às 9:30

Da redação de LexLegal

A EDP Espírito Santo Distribuição de Energia realizou uma emissão pública de debêntures no valor de R$ 1,2 bilhão, com assessoria jurídica dos escritórios Cascione Advogados e Tauil & Chequer Advogados, este último associado ao escritório internacional Mayer Brown. A operação foi registrada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e segue as normas da Resolução CVM nº 160, que regula as ofertas públicas de valores mobiliários no Brasil.

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As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que funcionam como uma espécie de empréstimo: o investidor compra o papel e a companhia se compromete a pagar juros periódicos, além de devolver o valor principal ao final do prazo. Esses títulos são usados para financiar projetos, quitar dívidas ou expandir operações — neste caso, com foco no setor de energia elétrica no Espírito Santo.

A 16ª emissão de debêntures da EDP foi realizada no mercado de capitais e direcionada a investidores profissionais, como bancos, fundos de investimento e seguradoras. O coordenador líder da oferta foi o Bradesco BBI, banco de investimentos do grupo Bradesco, que atuou na estruturação e distribuição dos papéis junto aos investidores.

No aspecto jurídico, a EDP contou com a assessoria do Cascione Advogados, sob liderança da sócia Ana Paula Calil, com atuação da associada Maria Alice Ubaldo de Mendonça e do estagiário Guilherme Guimarães. Já o Tauil & Chequer Advogados, associado ao Mayer Brown, representou os interesses do Bradesco BBI, com trabalho do sócio Luis Otero Montes e das associadas Julia Zarth e Yasmin Rópa.

Essa estruturação faz parte de um movimento contínuo do setor elétrico de buscar fontes alternativas de financiamento para modernização da rede, investimentos em infraestrutura e transição energética. Com a crescente demanda por energia limpa e confiável, especialmente em regiões em expansão como o Espírito Santo, as debêntures se tornaram uma opção estratégica para captar recursos a custos competitivos.

Além disso, o uso da Resolução CVM 160 reflete uma tendência recente no mercado financeiro: a simplificação das regras para emissão de títulos, com foco em maior eficiência e redução de burocracias. A norma permite que empresas bem estruturadas, com documentação regular e bom histórico financeiro, realizem ofertas com mais rapidez e segurança jurídica.

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A operação também destaca a confiança do mercado na solidez da EDP Espírito Santo, subsidiária do grupo português EDP, que atua no Brasil em diversas frentes de geração, distribuição e comercialização de energia.

SÃO PAULO WEATHER