Carnaval sob alerta: intoxicação por metanol já deixou 25 mortos no Brasil

Carnaval sob alerta: intoxicação por metanol já deixou 25 mortos no Brasil
São Paulo lidera casos de envenenamento por bebida adulterada; Rio usa laboratório móvel para barrar falsificações/Pablo Jacob/governo de São Paulo
Publicado em 15/02/2026 às 12:01

Da redação de LexLegal

O Carnaval de 2026 começa com um alerta sanitário grave: o surto de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas falsificadas. O Ministério da Saúde confirmou 76 casos e 25 mortes desde o ano passado, com São Paulo sendo o estado mais castigado, registrando 52 ocorrências e 12 óbitos confirmados até agora.

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Diferente do etanol comum, o metanol é um álcool extremamente tóxico que causa acidose metabólica grave. Os sintomas iniciais, como tontura e dor abdominal, surgem em até seis horas e podem ser confundidos com uma ressaca forte, mas evoluem para cegueira irreversível, falência renal e morte em até 24 horas.

A fiscalização foi reforçada nos principais polos da folia. Em Pernambuco, a vigilância sanitária planeja 500 inspeções em camarotes e ambulantes, enquanto a Bahia reforçou o estoque de antídotos. No Rio de Janeiro, o Procon utiliza um laboratório itinerante nos blocos para testar a pureza de destilados em tempo real.

O médico Hélio Magarinos Torres Filho alerta que alterações visuais são o sinal mais característico do veneno. “As alterações visuais são as mais características e não devem ser ignoradas, mesmo quando discretas”, afirma o patologista, orientando que a vítima busque ajuda médica imediata ao menor sinal de confusão mental ou fotofobia.

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Autoridades recomendam que o folião desconfie de preços muito baixos e evite misturas prontas vendidas em garrafas PET sem lacre. “A venda de bebidas falsificadas é uma prática criminosa que coloca vidas em risco”, destaca o secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca. Em caso de suspeita, a orientação é levar a embalagem do produto ao pronto-socorro.

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