Carnaval: fotos em blocos e apps de namoro viram isca para crimes digitais

Carnaval: fotos em blocos e apps de namoro viram isca para crimes digitais
Especialistas recomendam cautela ao postar imagens em tempo real para evitar monitoramento por criminosos/Agência Brasil
Publicado em 17/02/2026 às 10:00

Da redação de LexLegal

Foliões que expõem fotos em tempo real ou usam aplicativos de relacionamento durante o Carnaval enfrentam riscos que vão de golpes financeiros a sequestros. Imagens capturadas na alegria dos blocos, sem permissão, podem expor pessoas a crimes graves e manipulações digitais.

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A advogada Maria Eduarda Amaral, especialista em Direito Digital, afirma que a exposição excessiva facilita a ação de criminosos que monitoram a rotina das vítimas. “Essa é uma questão bastante sensível porque, hoje, qualquer conteúdo que você posta na internet está suscetível a manipulações”, explica.

Postagens que mostram símbolos de faculdades ou crachás de trabalho tornam a vida do usuário rastreável. Segundo a especialista, o bandido aproveita a distração da festa para agir, pois sabe que a vítima demorará a perceber o golpe, facilitando a propagação de mentiras ou invasões.

Uma das maiores ameaças atuais são os deepnudes, imagens de nudez geradas por inteligência artificial a partir de fotos da pessoa fantasiada. Amaral destaca que o uso de adereços carnavalescos facilita a criação desses conteúdos falsos por IAs, atingindo principalmente o público feminino.

Aplicativos como Tinder e Happn também são usados para atrair usuários a locais isolados sob pretexto de encontros. Para a advogada, as plataformas têm responsabilidade solidária: “Se a plataforma não faz esse cruzamento de dados, então ela permite que qualquer pessoa suba qualquer foto ali falsa”.

A recomendação para quem usa apps de encontros é coletar o máximo de informações e fazer videochamadas com cautela. É essencial evitar mostrar o rosto muito próximo da câmera para impedir leituras faciais por softwares de terceiros e sempre exigir encontros apenas em locais públicos.

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A prova digital mais eficaz para processos judiciais é o print da tela, que deve incluir o perfil do suspeito e o número de telefone. “É muito comum nesses casos os golpistas apagarem tudo depois que eles conseguem o que querem da pessoa”, alerta Maria Eduarda.

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