Caminhões estão envolvidos em 44% das mortes em rodovias federais, diz PRF

Caminhões estão envolvidos em 44% das mortes em rodovias federais, diz PRF
Balanço da Operação Rodovida aponta colisão frontal como principal causa de óbitos/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Publicado em 24/02/2026 às 13:30

Da redação de LexLegal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou a Operação Rodovida nesta segunda-feira (23) com números alarmantes sobre a segurança nas estradas brasileiras. Dos 1.172 óbitos registrados nos últimos 66 dias, 514 ocorreram em sinistros envolvendo veículos de carga, o que representa 43,93% do total de vítimas fatais.

Leia também: OAB pede a Fachin o fim do inquérito das fake news no Supremo

Embora os caminhões e carretas correspondam a 23,81% do total de acidentes, a gravidade dessas ocorrências é desproporcional. A corporação destacou que as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número). Esse tipo de acidente costuma ser fatal devido à energia do impacto entre massas elevadas.

O período carnavalesco de 2026 foi classificado como o mais violento da década pela PRF, com 130 mortes registradas. Houve um crescimento de 8,54% nos acidentes graves durante a folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas, expondo a fragilidade dos veículos leves diante das infrações recorrentes.

A imprudência dominou as estatísticas da operação, que abrangeu as férias escolares, Natal e Ano Novo. Ao menos 1,2 milhão de veículos apresentaram excesso de velocidade e 58,7 mil motoristas realizaram ultrapassagens irregulares. Outro dado crítico foi o flagrante de 11,1 mil condutores dirigindo sob efeito de álcool.

O uso de tecnologia e a falta de equipamentos de proteção também preocupam as autoridades. Foram flagrados 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam, enquanto 54,5 mil pessoas ignoraram o cinto de segurança ou o uso da cadeirinha para crianças. Entre os motociclistas, 10,3 mil trafegavam sem o capacete obrigatório.

A fiscalização sobre motoristas profissionais revelou que 17,1 mil condutores de ônibus ou caminhão desrespeitaram a Lei do Descanso. A norma exige ao menos 11 horas de pausa em um período de 24 horas, visando combater a fadiga ao volante, fator diretamente ligado à perda de controle e colisões em estradas federais.

Veja também: Justiça condena Hytalo Santos a 11 anos por pornografia com adolescentes

Os dados foram consolidados em Aracaju (SE) e refletem o desafio de segurança pública em um período de movimentação intensa. A PRF reforçou que a alta velocidade e a embriaguez continuam sendo os principais catalisadores da violência no trânsito, exigindo maior rigor nas sanções administrativas e penais.

SÃO PAULO WEATHER