Calor intenso no Rio pode levar termômetros a 39°C no domingo, alertam autoridades

Calor intenso no Rio pode levar termômetros a 39°C no domingo, alertam autoridades
Capital e cidades da Região Metropolitana entram em atenção máxima com avanço do Protocolo de Calor/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 10/01/2026 às 10:20

Da redação de LexLegal

O Rio de Janeiro caminha para enfrentar um dos períodos mais quentes do ano, com previsão de temperaturas que podem chegar a 39°C no próximo domingo (11). O alerta foi emitido por autoridades estaduais diante da intensificação da onda de calor que já vem atingindo diferentes municípios fluminenses ao longo desta semana.

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Nesta sexta-feira (9), às 9h45, a capital fluminense atingiu o nível 2 do Protocolo de Calor, conhecido como Calor 2. Esse estágio é caracterizado por temperaturas acima de 36°C mantidas por um ou dois dias consecutivos, durante quatro horas ou mais. O protocolo funciona como um sistema de monitoramento que orienta ações preventivas e de resposta rápida diante de situações de risco relacionadas ao calor extremo.

Embora ainda não esteja formalmente incluída entre os municípios em alerta severo, a previsão é de que a cidade do Rio passe a integrar essa lista a partir de segunda-feira (12), caso as condições climáticas se mantenham nos patamares esperados pelos serviços meteorológicos.

Atualmente, sete municípios já foram enquadrados no nível de alerta mais elevado: Belford Roxo, Japeri, Maricá, Piraí, Queimados, São Gonçalo, Seropédica, Nova Iguaçu, Guapimirim e Itaguaí. Nessas localidades, as autoridades reforçaram a necessidade de atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol.

O avanço do calor extremo no estado reflete um cenário cada vez mais comum durante os meses mais quentes, em que longos períodos de altas temperaturas colocam pressão sobre a saúde pública, os serviços de emergência e a infraestrutura urbana. Em áreas densamente povoadas, como a Região Metropolitana do Rio, o impacto tende a ser ainda mais intenso por causa do efeito das ilhas de calor, provocado pela concentração de concreto, asfalto e edificações.

Além do desconforto térmico, a elevação persistente da temperatura aumenta o risco de desidratação, insolação, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de favorecer quedas de pressão e mal-estar generalizado. Hospitais e unidades de pronto atendimento costumam registrar maior procura durante ondas de calor prolongadas.

A Secretaria de Estado de Saúde reforçou as orientações básicas para atravessar esse período com mais segurança. “É preciso manter uma boa hidratação ao longo do dia, usar roupas claras e leves e evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h. Quando for inevitável sair nesse período, é importante utilizar proteção solar, como bonés, chapéus e óculos escuros”, alerta a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

O protocolo também recomenda atenção especial ao consumo de água, mesmo quando não há sensação imediata de sede, e a preferência por ambientes ventilados ou climatizados sempre que possível. Atividades físicas ao ar livre devem ser adiadas ou realizadas em horários de menor incidência solar, como no início da manhã ou no fim da tarde.

Para trabalhadores que exercem funções externas, como entregadores, garis, profissionais da construção civil e agentes de segurança, a exposição prolongada ao calor representa um desafio adicional. Nesses casos, pausas mais frequentes, acesso à água potável e locais de sombra tornam-se medidas essenciais de prevenção.

A expectativa de que os termômetros se aproximem dos 39°C no domingo reforça a necessidade de planejamento por parte da população e das autoridades. Eventos ao ar livre, deslocamentos longos e atividades que exijam esforço físico devem ser reavaliados diante das condições climáticas previstas.

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O cenário também reacende o debate sobre a adaptação das cidades às mudanças climáticas. Episódios de calor extremo tendem a se tornar mais frequentes e intensos, exigindo políticas públicas voltadas à ampliação de áreas verdes, melhoria da ventilação urbana e estratégias de proteção social para populações mais vulneráveis.

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