BRF capta R$ 1,25 bilhão com emissão de CRA voltado ao agronegócio; BMA e Machado Meyer assessoram a operação

Da redação de LexLegal
A BRF realizou uma captação de R$ 1,25 bilhão por meio da emissão pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), em uma operação estruturada em quatro séries distintas e coordenada pela XP Investimentos, Safra, UBS BB, Itaú BBA, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual, Daycoval e Inter. A oferta foi conduzida pela securitizadora ECO e teve como lastro debêntures emitidas pela própria BRF.
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Os CRAs são títulos de crédito lastreados em recebíveis originados na cadeia produtiva do agronegócio. Na prática, eles permitem que empresas do setor captem recursos no mercado com isenção fiscal para investidores pessoas físicas, o que torna esse tipo de investimento mais atrativo. Os recursos obtidos serão direcionados exclusivamente para as atividades da BRF como produtora rural, reforçando sua presença no setor agroindustrial.
O escritório BMA Advogados foi responsável pela assessoria jurídica da BRF na operação e atuou com o sócio Conrado C. Stievani e os advogados Alexandre Roscoe Lindenberg, Juliana Azem Turini, Isabel Moreira Jimenez e Gabriela Tiemi Higashi.
Já os coordenadores da oferta contaram com a assessoria do Machado Meyer Advogados, representado pelos sócios Luis Filipe Gentil e Marcelo Lucon, além dos advogados Helena Daher e Gabriel Dal Bello Bufano.
A operação contou ainda com a chamada cláusula hot issue, mecanismo contratual que permite à companhia aumentar o volume da emissão inicialmente prevista, conforme a demanda dos investidores. No caso da BRF, houve um acréscimo de 25% no total ofertado, o que representa R$ 250 milhões adicionais em papéis.
A emissão reflete a contínua busca de empresas do setor agroindustrial por instrumentos de financiamento mais eficientes e alinhados ao crescimento da produção nacional. Os CRAs vêm ganhando espaço no mercado de capitais como alternativa para estruturar investimentos no campo, especialmente diante do aumento da demanda por crédito agrícola e das vantagens tributárias associadas a esses papéis.
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Além disso, a operação evidencia o protagonismo do setor jurídico na viabilização de estruturas financeiras complexas, envolvendo múltiplos players do mercado, instituições financeiras e agentes reguladores.