BRB apresenta plano ao Banco Central para cobrir rombo e garantir liquidez

BRB apresenta plano ao Banco Central para cobrir rombo e garantir liquidez
Sede do Banco de Brasília em Brasília, que agora busca vender ativos para recompor patrimônio/Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado em 07/02/2026 às 11:00

Da redação de LexLegal

O Banco de Brasília (BRB) protocolou junto ao Banco Central um plano de capitalização para recuperar seu equilíbrio financeiro. A estratégia estabelece um cronograma de 180 dias para reforçar o caixa da instituição após o surgimento de indícios de prejuízos bilionários.

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A entrega foi realizada pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O documento prevê medidas preventivas que podem incluir o socorro financeiro pelo governo do Distrito Federal, dependendo do resultado de apurações sobre operações com o Banco Master.

Embora o banco não confirme cifras, depoimentos à Polícia Federal indicam que essas transações teriam gerado um rombo de R$ 5 bilhões. Para estancar a crise, o BRB já teria vendido R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como créditos consignados, visando frear a retirada de recursos por investidores.

O plano de recuperação foca na venda de ativos e na busca de empréstimos com outras instituições ou com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Existe ainda a possibilidade de criar um fundo imobiliário com terrenos do governo local para transferir patrimônio ao banco e elevar seu capital.

“Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, limitou-se a informar a nota do BRB.

As investigações atuais analisam a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, sob suspeita de conter ativos inexistentes ou superfaturados. O BRB alega que R$ 10 bilhões desse montante já foram substituídos ou quitados, negando qualquer bloqueio de bens até o momento.

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Qualquer medida que envolva dinheiro público ou transferência de imóveis do Distrito Federal precisará passar por votação na Câmara Legislativa. O objetivo central é diminuir a estrutura do banco e reduzir sua dependência de novos aportes estatais diante das atuais limitações orçamentárias.

SÃO PAULO WEATHER