BRB adia balanço após acordo bilionário de socorro com a União

Da Redação de LexLegal
O Banco de Brasília (BRB) adiou a divulgação do balanço financeiro de 2025 após o acordo fechado entre o Governo do Distrito Federal, União e sistema financeiro para reforçar o caixa da instituição. A informação foi confirmada pela governadora do DF, Celina Leão, e pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza.
O balanço estava previsto para ser publicado na última sexta-feira (29), mas o banco decidiu postergar a divulgação em meio às análises ligadas à operação de capitalização articulada com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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Segundo Celina Leão, o cenário mudou após a homologação do acordo no Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu caminho para uma operação voltada à recuperação da liquidez do banco. Liquidez é a capacidade de uma instituição financeira manter recursos disponíveis para cumprir obrigações e operar normalmente.
“O BRB fez todo planejamento para o Banco Central, apresentou uma operação de retomada de liquidez e de retomada de capital. Tudo isso está materializado, inclusive em um acordo homologado no Supremo”, afirmou a governadora do Distrito Federal.
O BRB não divulgou fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais. As confirmações do adiamento foram feitas publicamente pela governadora e pelo presidente da instituição em entrevistas à imprensa.
A governadora afirmou que o atraso de “cinco, 10 ou 15 dias” seria considerado normal diante das negociações em andamento com bancos públicos e privados envolvidos na operação financeira.
Ao Correio Braziliense, Nelson Antônio de Souza afirmou que a expectativa é concluir e divulgar o balanço até 30 de junho. “Nós tínhamos que ter publicado o balanço até 31 de março de 2026, mas não foi possível por conta das auditorias que precisavam ser concluídas”, informou.
O plano de capitalização prevê aporte total de R$ 8,8 bilhões. Desse montante, R$ 6,6 bilhões devem vir de empréstimos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos. O FGC é uma entidade privada mantida pelo sistema financeiro para proteger depósitos e auxiliar instituições em situações de crise.
O acordo também prevê garantias vinculadas aos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verbas federais distribuídas regularmente a estados e municípios.
Auditorias e crise ampliaram pressão sobre o banco
O BRB informou que o atraso também está relacionado às auditorias ligadas à operação Compliance Zero, investigação interna que apura eventos financeiros envolvendo a instituição.
Segundo Nelson Souza, parte das auditorias já foi concluída, permitindo calcular a necessidade de capitalização bilionária, mas ainda existem etapas pendentes de verificação técnica.
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O plano de socorro ganhou força após dificuldades de liquidez enfrentadas pelo banco em meio aos desdobramentos envolvendo o Banco Master. A estratégia busca recuperar confiança do mercado e estabilizar a situação financeira do BRB.