Brasileiros resgatam R$ 455,6 milhões esquecidos em bancos; R$ 9,7 bilhões seguem parados

SVR do Banco Central acumula mais de 34 milhões de resgates, mas maioria ainda não buscou valores

Brasileiros resgatam R$ 455,6 milhões esquecidos em bancos; R$ 9,7 bilhões seguem parados
Sistema de Valores a Receber já devolveu mais de R$ 12 bilhões, mas bilhões ainda aguardam resgate/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Publicado em 11/11/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (11) que os brasileiros sacaram R$ 455,68 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro somente em setembro. Apesar do montante significativo, ainda há R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque no Sistema de Valores a Receber (SVR). Desde sua criação, o programa já devolveu R$ 12,22 bilhões a correntistas, empresas e herdeiros.

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Criado para recuperar quantias deixadas em contas antigas, consórcios encerrados, tarifas cobradas indevidamente e outros débitos esquecidos, o SVR permite que qualquer pessoa consulte gratuitamente se tem valores a receber. A verificação inicial exige apenas CPF e data de nascimento — ou CNPJ e data de abertura da empresa. Apenas após a confirmação é necessário acessar o sistema com conta Gov.br de nível prata ou ouro, com autenticação em duas etapas.

Ao entrar no ambiente detalhado, o correntista consegue visualizar a origem dos créditos, a instituição responsável pela devolução e instruções para resgate. O BC afirma que os dados mais recentes têm dois meses de defasagem devido à atualização contínua das fontes de valores.

Resgate automático e funcionamento

O saque pode ser feito de três maneiras: contato direto com a instituição; solicitação dentro do próprio SVR; ou, desde maio, por meio da funcionalidade de resgate automático. Nesse último caso, exclusivo para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF, o cidadão recebe o valor diretamente na conta sem necessidade de acessar o sistema sempre que novos créditos surgirem. A adesão é opcional.

As principais origens dos valores incluem contas bancárias encerradas, sobras de cooperativas de crédito, consórcios finalizados, tarifas ou cobranças indevidas, contas de pagamento fechadas e recursos mantidos por corretoras e distribuidoras que encerraram atividades.

Até o fim de setembro, 34.286.689 correntistas já haviam recuperado algum valor — 30,9 milhões de pessoas físicas e 3,36 milhões de empresas. Ainda assim, 53,3 milhões de beneficiários não resgataram seus créditos. A maioria tem direito a pequenas quantias: 64,63% têm até R$ 10 disponíveis; 23,84% entre R$ 10,01 e R$ 100; e 9,72% entre R$ 100,01 e R$ 1.000. Apenas 1,81% possuem valores superiores a R$ 1 mil.

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Golpes preocupam autoridades

Diante do aumento de buscas pelo SVR, o Banco Central voltou a alertar para tentativas de golpe. Estelionatários têm oferecido suposta “intermediação” para liberar valores, o que não existe. O BC reforça que o serviço é totalmente gratuito e que não envia links, não liga para correntistas e não solicita confirmação de dados pessoais. A orientação é clara: nenhum usuário deve compartilhar senhas ou códigos de segurança.

SÃO PAULO WEATHER