Brasileiros já resgataram R$ 11,3 bilhões, outros R$ 10,7 bilhões seguem disponíveis no BC em valores esquecidos

Brasileiros já resgataram R$ 11,3 bilhões, outros R$ 10,7 bilhões seguem disponíveis no BC em valores esquecidos
Prévia do IPCA-15 desacelera em outubro para 0,18%, com queda nos alimentos e impacto menor da energia elétrica/ Agência Brasil
Publicado em 09/09/2025 às 15:30

Da redação de LexLegal

O Sistema de Valores a Receber (SVR), criado pelo Banco Central para devolver quantias esquecidas em instituições financeiras, segue movimentando cifras expressivas em 2025. Apenas em julho, foram resgatados R$ 310,36 milhões. Desde a sua criação, o sistema já devolveu R$ 11,34 bilhões a correntistas, mas outros R$ 10,70 bilhões continuam disponíveis para saque.

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O SVR é uma ferramenta gratuita que permite a qualquer cidadão ou empresa consultar se possui valores parados em bancos, cooperativas de crédito, corretoras, financeiras ou até em consórcios encerrados. A consulta é simples, bastando informar CPF ou CNPJ. Já para efetuar o resgate é necessário login no Gov.br, nos níveis prata ou ouro, com autenticação em duas etapas. Desde maio, uma nova funcionalidade permite solicitar a devolução automática de valores, recurso exclusivo para pessoas físicas com chave Pix registrada pelo CPF.

Os dados divulgados pelo BC revelam que, até o fim de julho, 32,3 milhões de clientes já retiraram recursos esquecidos: 29,3 milhões de pessoas físicas e quase 3 milhões de pessoas jurídicas. No entanto, outros 52,6 milhões de beneficiários ainda não resgataram seus valores, o que demonstra o grande potencial de movimentação do sistema. A maioria dos correntistas tem direito a pequenas quantias: 64,49% dos beneficiários possuem valores de até R$ 10; 23,89% entre R$ 10,01 e R$ 100; 9,82% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil; e apenas 1,8% têm direito a mais de R$ 1 mil.

Criado em 2022 e retomado em 2023 com maior abrangência, o SVR surgiu como resposta às pressões da sociedade por mais transparência no sistema financeiro e para facilitar o acesso de cidadãos a valores muitas vezes esquecidos em contas inativas, cotas de cooperativas ou cobranças indevidas. Além de devolver recursos, o sistema tem sido visto como instrumento de confiança no mercado bancário, ao reforçar o papel do BC na proteção do consumidor.

O Banco Central alerta, contudo, para a proliferação de golpes. Estelionatários têm se aproveitado da popularidade do sistema para tentar enganar correntistas com mensagens falsas de resgate. O BC reforça que não envia links, não entra em contato com cidadãos e não cobra taxas para devolução de valores. Apenas a instituição financeira listada na consulta oficial pode contatar o beneficiário. A recomendação é nunca fornecer senhas ou dados pessoais.

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O programa tem impacto não apenas para pessoas físicas, mas também para pequenas empresas, que em muitos casos encontram no SVR valores relevantes de consórcios ou tarifas cobradas indevidamente. A devolução desses recursos ajuda a aliviar o caixa em momentos de maior pressão financeira.

SÃO PAULO WEATHER