Brasileiros apoiam fim da escala 6×1, mas rejeitam corte no salário

Brasileiros apoiam fim da escala 6×1, mas rejeitam corte no salário
Pesquisa Nexus aponta que 73% dos cidadãos defendem folga extra apenas com renda mantida/Agência Brasil
Publicado em 16/02/2026 às 15:00

Da redação de LexLegal

Uma pesquisa da Nexus Inteligência de Dados revelou que 84% dos brasileiros defendem ao menos dois dias de descanso por semana. O levantamento, realizado entre janeiro e fevereiro de 2026, mostra que 73% da população apoia o fim da jornada 6×1, desde que não ocorra redução salarial.

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O apoio à medida despenca para 28% caso a folga extra implique em contracheques menores. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, explica que em um país de renda média baixa e trabalho precarizado, a prioridade é o sustento. “Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar”, afirma.

A proposta de emenda à Constituição (PEC 148/2015) prevê uma transição gradual até 2031, reduzindo o teto semanal de 44 para 36 horas. O texto avançou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em dezembro passado, mas ainda enfrenta um longo rito de votações em dois turnos na Câmara e no Senado.

A adesão ao projeto também reflete o cenário político. Entre os eleitores do presidente Lula, 71% são favoráveis à mudança, enquanto no grupo que votou em Jair Bolsonaro o índice cai para 53%. Atualmente, 62% dos brasileiros afirmam conhecer o debate, mas apenas 12% dizem entender profundamente os detalhes da proposta em tramitação.

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O impasse central no Congresso reside na manutenção da remuneração. Enquanto empresas argumentam que a redução de carga horária sem corte salarial eleva custos e gera inflação, os trabalhadores rejeitam qualquer perda financeira. Apesar das incertezas econômicas, 52% dos entrevistados acreditam que o Parlamento aprovará a nova jornada.

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