Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco de pragas

Da redação de LexLegal
O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu a compra de cacau da Costa do Marfim, maior exportador global do produto. A medida, publicada no Diário Oficial da União, interrompe imediatamente a entrada de amêndoas fermentadas e secas vindas do país africano.
Leia também: CEO da Enel atribui apagões em SP à arborização
A suspensão ocorre após o governo detectar o risco de triangulação, que é quando produtos de países vizinhos sem autorização sanitária são misturados às cargas marfinenses. O objetivo é evitar a entrada de pragas exóticas que poderiam devastar as plantações de cacau em território brasileiro.
De acordo com o ministério, a medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil. As secretarias de Defesa Agropecuária e de Comércio Internacional agora apuram as possíveis implicações dessas misturas.
O bloqueio só deve ser revisto quando a Costa do Marfim apresentar um documento formal garantindo o controle rígido das cargas. A preocupação central é manter a segurança biológica das lavouras nacionais, protegendo o setor de doenças que não existem atualmente no país.
Veja também: Justiça libera R$ 1,4 bilhão para pagar atrasados do INSS a 87 mil segurados
A decisão impacta a indústria nacional de chocolate, que utiliza a amêndoa africana para complementar a produção interna. O Itamaraty e o Ministério da Agricultura aguardam o posicionamento oficial das autoridades marfinenses para retomar o comércio sob novas garantias de fiscalização na origem.