Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco de pragas

Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco de pragas
Governo teme que amêndoas de países vizinhos sem aval sanitário entrem no mercado nacional/Reprodução/ TV Brasil
Publicado em 26/02/2026 às 14:30

Da redação de LexLegal

O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu a compra de cacau da Costa do Marfim, maior exportador global do produto. A medida, publicada no Diário Oficial da União, interrompe imediatamente a entrada de amêndoas fermentadas e secas vindas do país africano.

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A suspensão ocorre após o governo detectar o risco de triangulação, que é quando produtos de países vizinhos sem autorização sanitária são misturados às cargas marfinenses. O objetivo é evitar a entrada de pragas exóticas que poderiam devastar as plantações de cacau em território brasileiro.

De acordo com o ministério, a medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil. As secretarias de Defesa Agropecuária e de Comércio Internacional agora apuram as possíveis implicações dessas misturas.

O bloqueio só deve ser revisto quando a Costa do Marfim apresentar um documento formal garantindo o controle rígido das cargas. A preocupação central é manter a segurança biológica das lavouras nacionais, protegendo o setor de doenças que não existem atualmente no país.

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A decisão impacta a indústria nacional de chocolate, que utiliza a amêndoa africana para complementar a produção interna. O Itamaraty e o Ministério da Agricultura aguardam o posicionamento oficial das autoridades marfinenses para retomar o comércio sob novas garantias de fiscalização na origem.

SÃO PAULO WEATHER