Brasil segue com pior posição histórica em ranking global de corrupção

Relatório da Transparência Internacional mantém país com 35 pontos no IPC

Brasil segue com pior posição histórica em ranking global de corrupção
O Brasil permanece abaixo das médias global e regional desde 2015, mantendo desempenho semelhante ao de países que enfrentam desafios estruturais relevantes em governança pública e transparência institucional/EBC
Publicado em 10/02/2026 às 14:00

Da redação de LexLegal

O Brasil manteve em 2025 sua pior colocação histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. O país registrou 35 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100, e ficou na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, repetindo o nível mais baixo já observado na série histórica.

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A pontuação brasileira permanece abaixo da média global e da média das Américas, que fica em 42 pontos. A variação de um ponto em relação ao levantamento anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando estagnação na percepção internacional sobre o combate à corrupção no setor público.

O IPC é considerado o principal indicador global sobre percepção de integridade institucional. No ranking de 2025, as melhores colocações ficaram com Dinamarca, Finlândia e Singapura, que mantiveram índices elevados de confiança institucional.

O relatório também aponta uma tendência de deterioração na percepção de integridade em democracias consolidadas, incluindo países como Estados Unidos, Reino Unido, França e Canadá, embora ainda mantenham posições superiores à média global.

Na análise específica do Brasil, a Transparência Internacional destaca episódios recentes classificados como casos de macrocorrupção, entre eles investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master. Segundo a entidade, esses episódios evidenciam fragilidades estruturais em mecanismos de controle público e financeiro.

O documento também chama atenção para o crescimento do volume de emendas parlamentares, que ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento federal de 2026. A organização avalia que o aumento amplia a influência política sobre a destinação de recursos públicos e exige mecanismos adicionais de transparência e fiscalização.

Entre as recomendações apresentadas pela entidade, estão medidas voltadas à ampliação da transparência orçamentária, fortalecimento de investigações baseadas em inteligência financeira e criação de normas mais claras sobre conflitos de interesse e condutas institucionais.

A organização também sugere aperfeiçoamentos nos mecanismos de controle das emendas parlamentares, regulamentação das atividades de lobby e atualização de normas de integridade em setores estratégicos, como o sistema financeiro e o mercado jurídico.

Apesar do cenário considerado desfavorável, o relatório menciona iniciativas institucionais recentes ligadas ao uso de inteligência financeira em investigações fiscais e operações de combate à lavagem de dinheiro como sinais positivos, ainda que insuficientes para alterar a posição do país no ranking internacional.

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O Brasil permanece abaixo das médias global e regional desde 2015, mantendo desempenho semelhante ao de países que enfrentam desafios estruturais relevantes em governança pública e transparência institucional.

SÃO PAULO WEATHER