Brasil retoma obras de hidrelétricas e planeja nova usina binacional com a Bolívia

Brasil retoma obras de hidrelétricas e planeja nova usina binacional com a Bolívia
O retorno aos investimentos em PCHs e grandes hidrelétricas reforça a estratégia do governo de diversificar a matriz energética/Freepik
Publicado em 25/08/2025 às 6:30

Da redação de LexLegal

O governo federal voltou a apostar na energia hidrelétrica como parte da estratégia de transição energética. Além de realizar leilões para contratar a produção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), o país estuda a construção de uma nova usina binacional no Rio Madeira, em parceria com a Bolívia.

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O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a apresentação dos resultados do mais recente leilão voltado a PCHs.

“Hoje celebramos a retomada da indústria hidrelétrica no Brasil. Este é mais um marco histórico do governo Lula. Acabamos de fazer o leilão das PCHs de hidrelétricas até 50 megawatts, sucesso que é um passo fundamental em direção a uma transição energética justa e inclusiva”, declarou o ministro.

Hidrelétrica binacional no Rio Madeira

Silveira destacou que, a exemplo de Itaipu — construída em parceria com o Paraguai —, o Brasil pretende erguer uma segunda usina binacional, desta vez em conjunto com a Bolívia.

“Para retomada das grandes hidrelétricas, ampliamos a cooperação técnica com a Bolívia para aproveitar o potencial do Rio Madeira. Falei com o presidente Lula sobre a importância de enfrentarmos esse debate e a ideia é garanto avançar. Quem sabe uma nova binacional está a caminho, repetindo o sucesso de Itaipu”, afirmou.

Leilão de PCHs movimenta setor

O leilão de contratação de energia de PCHs foi classificado como de “extremo sucesso” pelo ministro. Ao todo, foram contratados 816 megawatts (MW) de potência, com deságio médio de 3,16%. A garantia física ficou em 466 MW médios, e o preço médio foi de R$ 392 por megawatt-hora.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o certame resultará em cerca de R$ 8 bilhões em investimentos e contou com 65 empreendimentos vencedores, selecionados entre 241 projetos inscritos.

Silveira destacou ainda que a Região Sul foi a mais beneficiada, com 45 empreendimentos contratados. Do total, 27 estão em Santa Catarina, 11 no Paraná e 7 no Rio Grande do Sul. O restante se distribui entre Mato Grosso (6), Goiás (4), Mato Grosso do Sul (2), Rio de Janeiro (2) e um projeto em cada um dos seguintes estados: Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rondônia, Espírito Santo e Pernambuco.

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De acordo com o ministro, o retorno aos investimentos em PCHs e grandes hidrelétricas reforça a estratégia do governo de diversificar a matriz energética, conciliando geração limpa, segurança de abastecimento e desenvolvimento regional.

SÃO PAULO WEATHER