Brasil lança novos sistemas de monitoramento para frear desmatamento na Amazônia

Brasil lança novos sistemas de monitoramento para frear desmatamento na Amazônia
Sistema Deter, do Inpe, será usado para monitorar desmatamento em tempo real nos municípios prioritários da Amazônia/Antonio Cruz/Agência Brasil
Publicado em 31/07/2025 às 17:00

Da redação de LexLegal

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apresentou em Manaus novos sistemas de monitoramento e controle do desmatamento na Amazônia. A iniciativa, que segue até quinta-feira (31), integra os esforços do governo federal para alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.

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O encontro reúne gestores de 68 municípios considerados prioritários, além de representantes de secretarias estaduais de Meio Ambiente, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outras instituições parceiras. A capacitação busca fortalecer a capacidade local de monitorar o desmatamento e a degradação florestal diretamente nos territórios.

Durante o primeiro dia, os participantes tiveram acesso aos sistemas de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre eles, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e o Banco de Dados de Queimadas, que juntos compõem a chamada Sala de Situação.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também apresentou um modelo de inteligência artificial que promete prever, com até 15 dias de antecedência, as áreas com maior probabilidade de sofrerem desmatamento.

Nesta quinta-feira (31), será detalhado o Programa União com Municípios, voltado à implementação de políticas locais de combate ao desmatamento, à regularização fundiária e ambiental e à recuperação de áreas degradadas. As ações estarão inseridas no Projeto Floresta+ Amazônia, que prevê investimentos de R$ 758 milhões. Os recursos serão distribuídos de forma proporcional à redução do desmatamento: quanto maior a queda nas taxas anuais, maior será o repasse para cada município.

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Os valores a serem liberados em 2025 levarão em conta os índices de desmatamento calculados entre agosto de 2023 e julho de 2024. O objetivo é criar um mecanismo de incentivo contínuo às práticas de conservação florestal, integrando tecnologia de ponta e políticas públicas em todas as esferas de governo.

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