Brasil lança novos sistemas de monitoramento para frear desmatamento na Amazônia

Da redação de LexLegal
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apresentou em Manaus novos sistemas de monitoramento e controle do desmatamento na Amazônia. A iniciativa, que segue até quinta-feira (31), integra os esforços do governo federal para alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.
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O encontro reúne gestores de 68 municípios considerados prioritários, além de representantes de secretarias estaduais de Meio Ambiente, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outras instituições parceiras. A capacitação busca fortalecer a capacidade local de monitorar o desmatamento e a degradação florestal diretamente nos territórios.
Durante o primeiro dia, os participantes tiveram acesso aos sistemas de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre eles, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e o Banco de Dados de Queimadas, que juntos compõem a chamada Sala de Situação.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também apresentou um modelo de inteligência artificial que promete prever, com até 15 dias de antecedência, as áreas com maior probabilidade de sofrerem desmatamento.
Nesta quinta-feira (31), será detalhado o Programa União com Municípios, voltado à implementação de políticas locais de combate ao desmatamento, à regularização fundiária e ambiental e à recuperação de áreas degradadas. As ações estarão inseridas no Projeto Floresta+ Amazônia, que prevê investimentos de R$ 758 milhões. Os recursos serão distribuídos de forma proporcional à redução do desmatamento: quanto maior a queda nas taxas anuais, maior será o repasse para cada município.
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Os valores a serem liberados em 2025 levarão em conta os índices de desmatamento calculados entre agosto de 2023 e julho de 2024. O objetivo é criar um mecanismo de incentivo contínuo às práticas de conservação florestal, integrando tecnologia de ponta e políticas públicas em todas as esferas de governo.