Brasil é o país mais beneficiado por novo regime tarifário dos EUA, aponta estudo

Da redação de LexLegal
A economia brasileira deve liderar os ganhos globais após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o “tarifaço” unilateral do presidente Donald Trump.
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Segundo estudo da Global Trade Alert, a nova alíquota fixa de 15% representa, na prática, uma redução de 13,6 pontos percentuais nas taxas aplicadas aos produtos brasileiros.
O recuo ocorre após a justiça americana decidir que o poder de criar impostos cabe ao Congresso, forçando Trump a substituir as sobretaxas de até 50% por um índice global único.
China e Índia aparecem logo atrás no ranking de beneficiados, enquanto nações como Reino Unido e Itália devem enfrentar aumentos nos custos de exportação para o mercado americano.
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a mudança como positiva, destacando que a padronização das taxas devolve competitividade aos itens fabricados no Brasil.
Setores estratégicos como aeronáutica, carnes, café e suco de laranja podem ter impostos zerados sob o novo regime, impulsionando indústrias que dependem do comércio exterior.
Apesar do alívio, os Estados Unidos mantêm o Brasil sob investigação pela Seção 301, que apura práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital e propriedade intelectual.
Itens como o Pix e políticas de desmatamento ilegal continuam no radar de Washington, podendo motivar represálias específicas caso as investigações concluam por irregularidades.
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Em 2025, o tarifaço de Trump fez as vendas brasileiras para os EUA recuarem 6,6%, impacto que o governo agora espera reverter com a maior previsibilidade do comércio bilateral.