Brasil discute financiamento de litígios e special situations em Nova Iorque

Da redação de LexLegal
O mercado brasileiro de ativos e financiamento de disputas judiciais ganha palco internacional nesta quarta-feira (15), em Nova Iorque. O evento Global Trends in Litigation Finance and Special Situations busca conectar investidores globais ao cenário jurídico do Brasil, que se consolida como destino para aportes alternativos. O encontro é organizado pela Associação Brasileira de Special Situations e Litigation Finance em parceria com a International Legal Finance Association (ILFA).
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Investimento em ativos judiciais e crédito estressado
A prática de litigation finance permite que fundos custeiem honorários e perícias de processos em troca de uma fatia do valor recuperado no êxito da causa. No Brasil, o setor ainda engatinha se comparado aos EUA, mas bancos e gestoras nacionais já estruturam áreas focadas em precatórios e créditos em situação de estresse.
Guilherme Setoguti, presidente da associação brasileira, avalia que o volume de brigas empresariais no país acelera essa indústria. “O Brasil já possui uma indústria de special situations com relevância, e há espaço para o litigation finance crescer de forma consistente. Esse tipo de investimento pode ampliar o acesso à justiça e ao mesmo tempo criar uma nova classe de ativos para investidores”, afirma.
Nova Iorque como hub de fundos globais
A escolha da sede americana visa atrair os grandes players que operam bilhões em ativos desvinculados dos ciclos econômicos tradicionais. Os debates incluem desde reestruturação empresarial até rastreamento de bens e compra de créditos judiciais. Para Setoguti, a cidade é estratégica por concentrar o capital especializado.
“Funciona como um hub para investidores especializados nesse tipo de estratégia”, explica o fundador da associação. O interesse estrangeiro cresce à medida que o mercado brasileiro amadurece na gestão de riscos e na sofisticação de suas transações financeiras.
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O evento sinaliza que o Brasil ocupa papel central na agenda de diversificação de fundos que buscam rentabilidade fora da bolsa e da renda fixa convencional.