Brasil capta 5 bilhões de euros em retorno histórico ao mercado europeu

Da Redação de LexLegal
O Brasil oficializou a captação de 5 bilhões de euros no mercado internacional, marcando a volta do país às emissões na moeda europeia após uma década de ausência. A operação, conduzida pelo Tesouro Nacional, foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante compromissos oficiais em Washington. A estratégia visa diversificar as fontes de financiamento da dívida pública e estabelecer novas referências de custo para empresas brasileiras que buscam recursos no exterior.
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Demanda recorde e prazos da operação
A procura pelos títulos brasileiros superou as projeções iniciais do governo, refletindo o apetite de investidores estrangeiros por ativos emergentes. A emissão foi fatiada em três blocos: 2 bilhões de euros com vencimento em 2030, 1,5 bilhão para 2033 e outros 1,5 bilhão para 2036.
“Conseguimos uma captação histórica”, afirmou Durigan. “Voltamos ao mercado europeu com sucesso e vamos prospectar novos mercados até o fim do ano.” O Tesouro deve detalhar em breve as taxas de juros e o spread em relação aos títulos da Alemanha, referência de segurança na Europa.
Gestão da dívida e divergência com FMI
Os recursos captados serão destinados ao refinanciamento da dívida pública federal. Durante a agenda nos Estados Unidos, Durigan também rebateu as projeções do FMI, que estimam a dívida bruta brasileira em 100% do PIB para 2027.
O ministro explicou que o cálculo do Fundo é inflado por uma diferença metodológica ao incluir títulos em poder do Banco Central. “O compromisso do governo é estabilizar e reduzir a trajetória da dívida pública no médio e longo prazo”, afirmou. A operação foi coordenada por bancos como BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.
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O retorno ao mercado de euros é visto como um passo fundamental para reduzir a dependência de captações em dólares e aproveitar janelas de liquidez em diferentes moedas globais.