Brasil cai para 11ª posição e deixa o top 10 das maiores economias do mundo

Da redação de LexLegal
O Brasil abandonou o seleto grupo das dez maiores economias do planeta em 2025, terminando o ano na 11ª colocação. O recuo no ranking da agência Austin Rating ocorre apesar da expansão de 2,3% do PIB nacional, sendo explicado principalmente pela valorização da moeda russa frente ao real.
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O economista Rodolpho Sartori explica que a mudança de posição reflete mais a dinâmica cambial da Rússia do que uma fraqueza produtiva brasileira. A queda do Brasil no ranking é explicada pela dinâmica da moeda russa e não por um crescimento pequeno no Brasil, afirma o especialista da Austin Rating.
Em valores correntes, a economia brasileira somou US$ 2,268 trilhões no ano passado. No quarto trimestre, o país teve o 39º desempenho em uma lista de 50 nações, registrando um avanço tímido de 0,1%, número que superou os resultados negativos de países como Canadá e Coreia.
A liderança global permanece com os Estados Unidos, que detêm 26,1% do PIB mundial, seguidos por China e Alemanha. Para 2026, a expectativa é de que o Brasil mantenha o 11º posto, com uma projeção de crescimento mais modesta, estimada em 1,7% pela agência classificadora.
Meu único ponto em relação ao crescimento divulgado hoje é em relação às desacelerações marcantes de indústria e serviços, pondera Sartori. Ele destaca que a supersafra agrícola de 2025 não deve se repetir, exigindo um equilíbrio maior entre os outros setores para sustentar o avanço este ano.
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) corrobora a tendência de estabilidade do Brasil fora do top 10 no curto prazo. Analistas reforçam que, embora o crescimento de 2,3% seja considerado positivo, a perda de ímpeto industrial preocupa para a composição do índice nos próximos trimestres.