Bolsa volta a bater recorde e tem maior alta em 15 meses em novembro

Da redação de LexLegal
Em um pregão de forte entrada de capital externo e bom humor no mercado doméstico, a bolsa brasileira voltou a renovar sua máxima histórica nesta sexta-feira, aproximando-se da marca de 160 mil pontos. O dólar acompanhou o movimento e encerrou o dia em queda, revertendo a alta registrada na quinta-feira.
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O Ibovespa, principal índice acionário do país, avançou 0,45% e terminou o dia aos 159.072 pontos. O salto consolida novembro como o melhor mês em 15 meses, com valorização de 6,37%. No acumulado de 2025, a alta chega a 32,25%, impulsionada pelo apetite de investidores estrangeiros por mercados emergentes e pela leitura de melhora no cenário doméstico.
Apesar do desempenho geral positivo, a Petrobras registrou queda expressiva. A estatal revisou para baixo seu plano de investimentos até 2030, o que pressionou suas ações. Os papéis ordinários recuaram 2,45%, enquanto os preferenciais caíram 1,88%. Mesmo assim, a força de bancos, mineradoras e exportadoras de commodities compensou o movimento, mantendo o índice em trajetória ascendente. Commodities são bens primários, como minério e petróleo, negociados internacionalmente com preços definidos pelo mercado global.
O câmbio também refletiu o humor mais favorável. O dólar comercial terminou a sexta vendido a R$ 5,335, recuo de 0,31%. A moeda chegou a tocar R$ 5,32 no fim da manhã, oscilou na casa dos R$ 5,34 durante boa parte da tarde e voltou a cair nos minutos finais da sessão.
O movimento reflete a combinação de fatores externos e internos. Nos Estados Unidos, o pregão pós-feriado de Ação de Graças costuma ter menor volume, o que amplifica a influência de fluxos direcionados a países emergentes. Além disso, novembro foi marcado por perda de força do dólar no mundo, com queda de 0,82% ante o real. No ano, a divisa acumula baixa de 13,67%.
A formação da Ptax também influenciou as operações. A Ptax é a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central no último dia útil de cada mês e serve de referência para contratos financeiros e para parte da dívida pública indexada ao dólar. Nas sessões que antecedem sua definição, é comum maior volatilidade no mercado, com investidores disputando preços mais favoráveis.
O cenário doméstico colaborou para a alta do Ibovespa. O recuo da taxa de desemprego para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar desde o início da série histórica em 2012, reforçou a percepção de dinamismo da economia e sustentou o otimismo dos investidores.
Entre os setores que puxaram o índice, destaque para bancos, grandes exportadoras e empresas ligadas ao ciclo global de commodities. A queda da Petrobras impediu uma valorização maior, mas não mudou o movimento predominante de busca por ativos brasileiros.
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A trajetória firme da bolsa e o comportamento mais fraco do dólar encerram novembro com sinais de que o mercado segue reagindo a uma combinação de fatores: liquidez global mais abundante, indicadores domésticos positivos e expectativa de manutenção do fluxo estrangeiro no curto prazo. A continuidade desse cenário dependerá dos próximos dados econômicos, das decisões de política monetária no exterior e da evolução do quadro fiscal brasileiro.