BNDES diz que não será afetado por recuperação extrajudicial da Raizen

Da redação de LexLegal
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (12) que sua exposição financeira não será atingida pelo pedido de recuperação extrajudicial da Raízen. A gigante do agronegócio tenta renegociar uma dívida de R$ 65,1 bilhões, mas o banco afirma que seus créditos estão protegidos por garantias sólidas.
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No ano passado, o BNDES liberou R$ 1 bilhão para a companhia focar na produção de etanol de segunda geração (E2G), combustível fabricado a partir de resíduos da cana. Segundo a instituição, os contratos possuem as próprias usinas como garantia real. “Portanto, conforme informou a própria empresa, continuarão a ser pagos normalmente”, destacou o banco em nota oficial, reforçando que sua inadimplência atual é de apenas 0,008%.
A Raízen, fruto de uma parceria entre Cosan e Shell, recorreu à recuperação extrajudicial para agilizar o saneamento financeiro e evitar a falência. O plano foca em grandes credores financeiros e não atinge fornecedores, clientes ou funcionários. O objetivo é manter a operação das 35 usinas e os 45 mil postos de trabalho enquanto a renegociação é homologada pela Justiça de São Paulo.
O etanol de segunda geração é a principal aposta de sustentabilidade da empresa, pois utiliza o bagaço e a palha para aumentar a produtividade sem expandir a área de plantio. “O BNDES está empenhado e comprometido em encontrar a melhor solução para a crise financeira da empresa”, completou o banco, sinalizando que o apoio à transição energética da companhia permanece na agenda.
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A crise na Raízen reflete o cenário de alta alavancagem no setor sucroenergético, mas a modalidade extrajudicial permite que a empresa continue operando sem os entraves de um processo de recuperação judicial comum. O mercado acompanha agora a reação dos detentores de títulos de dívida e o cumprimento do cronograma de pagamentos operacionais.